Ainda achava que faria uma grande festa em Luziânia, diz irmã de jovem encontrado morto

Familiares dos meninos encontrados mortos em Luziânia (GO) ficaram indignados e surpresos ao saber que o suposto responsável pelo crime cumpria pena em liberdade e vivia com tranquilidade a poucos metros de suas casas na cidade.

Adriano Ceolin, de Luziânia |

AE
Pedreiro Admar de Jesus indicou aos policiais onde estavam os corpos

Pedreiro Admar de Jesus indicou aos policiais onde estavam os corpos

Neste domingo, o pedreiro Admar de Jesus, 40 anos, mostrou o local onde matou e enterrou seis jovens que estavam desaparecidos há três meses. Segundo a polícia, ele confessou ter assassinado os adolescentes com um porrete, a pauladas.

Mobilização

Os jovens tinham entre 14 e 19 anos. A cidade de Luziânia se mobilizou para encontrá-los. Familiares pediram apoio de deputados e senadores. A pressão fez com a Polícia Federal entrasse no caso e ajudasse a encontrar o responsável.

As famílias das vítimas, porém, ainda tinham esperança de ver os adolescentes vivos. A gente achava que ele ia voltar. Que a gente faria uma grande festa em Luziânia. Mas agora será um velório, disse Valdete Lopes de Souza, irmã de Márcio Luiz, de 19 anos.

"Parecia do bem"

Chorando muito e sendo consolada por vizinhos, Valdete lamentou o fato de o pedreiro cumprir em liberdade uma pena por pedofilia. Se ele [o suspeito] estivesse preso, meu irmão não estaria morto naquele buraco agora, afirmou.

Primo do adolescente Diego Alves, Joaquim Soares disse que conhecia o pedreiro apontado como responsável pelos crimes. Ele morava na rua debaixo. Parecia uma pessoa de bem, tranquila, disse.

Muito emocionado, Soares afirmou que não deixava Diego ficar na rua à toa. Ressaltou que o estudante era um bom menino.  Ele morreu como um anjo. Espero que Deus dê um lugar especial para ele, afirmou.

Livre

O pedreiro Admar de Jesus acabou preso na tarde de sábado após uma campanha das famílias para que o caso fosse resolvido. Condenado a 14 anos de prisão por estupro, ele ficou no regime fechado por só quatro anos.

Segundo a Polícia Civil de Goiás, ele foi posto em liberdade por determinação da Justiça em 23 de dezembro do ano passado. No entanto, de acordo com a polícia, o laudo psicológico de Admar era contrário à decisão.

Num primeiro momento, foi divulgado que a polícia chegou até o acusado porque um dos seus familiares dele estava usando um telefone celular da vítima. A Polícia Civil de Goiás negou. Disse que o caso foi revelado graças uma série de cruzamento de dados.

Na casa de Admar em Luziânia, foram encontradas três bicicletas. Pelos menos duas delas, seriam de vítimas. O pedreiro foi transferido para o Centro de Delegacias Especiais da Polícia Civil, que fica em Goiânia.


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