AI-5: Serra diz que ação dos militares freou renovação da política brasileira

Brasília - O Ato Institucional nº 5 (AI-5), o mais duro dos decretos editados pelo governo militar após o golpe de 1964, freou a renovação política brasileira, segundo avaliação do governador de São Paulo, José Serra, do PSDB.

Agência Brasil |

Exilado político no dia 13 de dezembro de 1968, quando o presidente Arthur da Costa e Silva anunciou o AI-5, Serra acompanhou de longe o recrudescimento da repressão da ditadura.

Acompanhei do exterior [o início do AI-5]. Naquela época, estava até doente, com febre tifóide, e não podia voltar ao Brasil, porque tinha uma condenação vinda de 1964. Então, ficou claro para mim que ia passar muito tempo até eu voltar e também que a onda de repressão ia ser para valer, como realmente aconteceu, disse Serra à Agência Brasil.

Para o governador paulista que, em 1963, era presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), o Brasil pagou um preço alto pelos atos de repressão da ditadura. Inclusive do ponto de vista político ele impediu, freou, voltou para trás a renovação da política brasileira. Sem falar que, já na época da redemocratização, o Brasil foi entregue mais desorganizado do que quando se produziu o golpe de 1694. Com muitos problemas", afirmou.

Com o AI-5, o governo militar decretou o fechamento do Congresso Nacional por tempo indeterminado, o recesso dos mandatos de senadores, deputados e vereadores;  autorizou, a critério do interesse nacional, a intervenção nos estados e municípios; e suspendeu a possibilidade de qualquer reunião de cunho político. Além disso, ampliou o controle da censura, determinando a censura prévia, que se estendia à música, ao teatro e ao cinema de assuntos de caráter político e de valores morais e a suspensão do habeas corpus para os chamados crimes políticos.

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