O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu, em discurso ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Itamaraty, uma reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a inclusão do Brasil nesse organismo como integrante permanente. Apoiamos o Brasil como um membro permanente, declarou.

Ele criticou o fato de vários países não terem direito a voto no Conselho de Segurança da ONU e defendeu a ampliação desse direito a outras nações. Ahmadinejad afirmou que o conselho fracassou nos últimos 60 anos. A razão do fracasso está no "poder de veto, limitado a um número de integrantes permanentes", disse, referindo-se a Estados Unidos, China, Federação Russa, França e Reino Unido. Qualquer um desses países podem anular proposta apresentando um voto negativo, mesmo que tenha sido aprovada por todos os demais.

No início do discurso, Ahmadinejad afirmou que sua visita ao Brasil marca "um salto" nas relações entre os dois países, criticou o que chamou de "países que querem manter o domínio do mundo com um sistema econômico capitalista unilateral" e reclamou de um "ataque cultural de outras nações" contra o Irã. Ahmadinejad chamou de "bom amigo" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que os dois estão tentando construir um mundo "de paz, amizade e justiça".

Defendeu mudanças também no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial, com vistas ao desenvolvimento e à cooperação igualitária entre as nações. O FMI e o Banco Mundial, segundo ele, só têm servido a um número determinado de países. Disse que a mudança que prega é no sentido de que essa ajuda se estenda a outros países. A fórmula da estrutura econômica mundial tem que mudar, disse Ahmadinejad, assim como a estrutura cultural, "que não pode ser imposta".

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