Agronegócio é contrário ao desmatamento ilegal da Amazônia, diz CNA

BRASÍLIA - O presidente da Comissão Nacional para Assuntos da Amazônia Legal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Carlos Fernandes Xavier, afirmou nesta quarta-feira que os produtores rurais são contra o desmatamento ilegal.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Nós, do agronegócio, somos contrários ao desmatamento ilegal. Não somos nós que estamos causando esse desmatamento na Amazônia. Pelo contrário, temos segurado a economia e a inflação. Logo, a afirmação de que somos o grande vilão do desmatamento é injusta, disse Xavier.

De acordo com o representante da CNA, é necessário que os governos federal, estadual e municipal adotem políticas pró-ativas para promover o desenvolvimento da região. Segundo Xavier, é preciso haver um marco regulatório que permita o aumento da produção e da geração de empregos, sem que isso acarrete o aumento do desmatamento.

As declarações foram dadas durante audiência pública promovida pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o da Agricultura, Reinhold Stephanes, participam da reunião, além do secretário de Política Agrária e Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Paulo de Tarso Caralo. 

Desmatamento 

Na última terça-feira, o Banco Mundial (Bird) divulgou relatório em que o Brasil desponta como o país que mais desmatou no mundo, entre 2000 e 2005. Seriam 31 mil quilômetros quadrados de floresta derrubada anualmente, segundo o órgão. Dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também apontaram que, na Amazônia, o desmatamento avançou 12% em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior. Teriam sido derrubados 724 km² de floresta na região ante 639 km² no mês de janeiro.

O governo federal iniciou em fevereiro o recadastramento de propriedades rurais localizadas na área da floresta. O objetivo é coletar dados mais adequados para que o Estado faça o controle do desmatamento. A área total dos 36 municípios a serem alcançados pelo recadastramento alcança 77,9 milhões de hectares, incluindo áreas urbanas, indígenas e de preservação ambiental, além de terras devolutas da União e dos estados. O atual cadastro do Incra tem cerca de 15,4 mil imóveis rurais com mais de quatro módulos fiscais nos 36 municípios da lista, o que representa 48 milhões de hectares.

Leia mais sobre: desmatamento

    Leia tudo sobre: desmatamento

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG