O senador José Agripino (DEM-RN) pediu a palavra no plenário do Senado, exigindo que a base governista manifeste-se em relação ao horário de início da CPI que investigará a Petrobras. A sessão de instalação da CPI foi cancelada por falta de quórum.

De acordo com ele, os três membros da oposição na CPI estão disponíveis para iniciar os trabalhos a qualquer momento. Os demais oito integrantes da comissão são da base aliada."Queremos uma manifestação da liderança sobre a hora da CPI. Não sobre o dia, que é hoje, mas a hora", afirmou.

Agripino fez a afirmação logo após pronunciamento da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) a respeito de resultados de pesquisas de opinião pública sobre a eleição presidencial do próximo ano. "Queria lembrar que a eleição será só em outubro de 2010 e que este tema pode ser adiado. Mas as investigações sobre a Petrobras, não", afirmou Agripino. De acordo com ele, Ideli deveria estar garantido o quórum da CPI, em vez de tratar de números relativos à eleição do próximo ano no plenário. Em seguida, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) também tomou a palavra. "Há todo um mito sobre a questão da CPI", disse. "Não há porque o governo temer investigação sobre a Petrobras", continuou.

A sessão de instalação estava marcada para hoje à tarde. O senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que pelo regimento deveria abrir a sessão, aguardou exatos 13 minutos pela chegada dos parlamentares. Mas, sem quórum, a sessão foi inviabilizada. Assim que o senador Paulo Duque declarou que a CPI da Petrobras não seria instalada hoje, a sala de reuniões foi ocupada pela oposição, que considerou a iniciativa uma manobra do governo.

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