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Agripino diz que Dilma usou de esperteza política e se vitimizou

BRASÍLIA - O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), disse nesta quinta-feira que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, usou de esperteza política e se vitimizou ao misturar ditadura militar com o suposto dossiê com gastos do ex-presidente FHC durante http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/07/apos_mais_de_nove_horas_acaba_depoimento_de_dilma_no_senado_1302252.html target=_topdepoimento no Senado. Ele ainda repetiu que foi mal interpretado quando falou sobre o regime militar vivido pelo País antes da redemocratização.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Abr/ Antônio Cruz
O líder do DEM, José Agripino
De acordo com Agripino, sua referência à ditadura foi no sentido de que a produção de um dossiê com informações do Estado, ou mesmo o caso do caseiro Francenildo Costa, que teve seu sigilo bancário quebrado, são ações próprias do regime de exceção, e que o Brasil não poderia voltar ao passado.

Ao ouvir isso, Dilma lembrou que foi presa pela ditadura, torturada e que mentiu em depoimentos para proteger a identidade de companheiros que também lutavam contra o regime. Na ocasião, os olhos da ministra se encheram de água e um clima de comoção tomou conta da comissão de Infra-estrutra do Senado, onde ela prestava depoimento.

Devido ao fato, tanto o governo quanto diversos setores da oposição disseram que a ministra começou a ganhar o debate que seria travado por mais de nove horas. Foi um ato de quem só podia estar "dopado", chegou a dizer em conversas reservadas o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

"A ministra, espertamente, pegou um elemento e emocionalizou a resposta. Usou de esperteza política, ela usou de astúcia", disse Agripino, alegando que toda sua fala foi no sentido de não aceitar que o Estado de exceção retornasse ao País.

Em relação ao desempenho de Dilma no depoimento, Agripino disse que ela não respondeu satisfatóriamente nenhuma pergunta sobre a confecção do suposto dossiê. Ele afirmou que vai aguardar as respostas da Polícia Federal antes de tomar outras atitudes em relação ao caso.

A confusão no Senado

No início de seu depoimento na Comissão de Infra-estrutura do Senado, nesta quarta-feira, Dilma respondeu ao líder do DEM , Agripino Maia, e disse que se orgulha de ter mentido quando foi presa e torturada durante a ditadura militar (1964-1985), período em que não havia liberdade de expressão.

"Me orgulho de ter mentido, o que estava em questão era a minha vida e a de meus companheiros. Aguentar tortura é dificílimo", disse Dilma aos senadores nesta quarta-feira. Presa nos anos 60 por ter participado de movimento contra o regime militar, ela ficou três anos na cadeia.

"Pau de arara, choque elétrico, não há possibilidade de um diálogo. Qualquer comparação só pode partir de quem não dá importância à democracia", rebateu a ministra que disse estar disposta a responder a todas as perguntas que lhe fizerem após sua exposição sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


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