Pela primeira vez, a agricultura e o comércio se igualaram como as principais atividades dos brasileiros empregados. Ambos estão em primeiro lugar, com 17,4% do total cada um, segundo indica a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A analista do Pnad, Adriana Beringuy, afirma que a paridade entre as duas atividades pode ser explicada pelo crescimento de migração da população. Em 2008, as pessoas não naturais do seu município de residência eram 40,1%, enquanto que, no ano anterior, esse número era de 39,8%.

O número de pessoas ocupadas pelo comércio é igual ao da agricultura. Um número razoável das pessoas atraídas para as áreas urbanas acabam trabalhando no comércio. (...) Enfim, o fato é que a agricultura tem diminuído sua participação na ocupação das pessoas diz a analista.

A região Sudeste foi a única que teve crescimento das pessoas trabalhando na área agrícola de 2007 para 2008, com 2,6% de aumento. Apesar disso, as diferenças entre as regiões são gigantes nesse aspecto. Enquanto na Sudeste trabalham na área agrícola apenas 8,9% dos ocupados; no Nordeste, este número atinge 30,8%.

A redução dos trabalhadores na área agrícola foi maior na região Norte, queda de 7,7%; seguida pela Sul, 5,5%, e pelo Centro- Oeste, com 5,1%.

A indústria tem uma participação maior no Sudeste (18,2%) e no Sul (18,7%). Já o comércio é mais disseminado no Norte (18,8%) e no Centro-Oeste (19%).

Dos 92,4 milhões de pessoas ocupadas, 58,6% são empregados; 20,2% trabalham por conta própria; 7,2% são trabalhadores domésticos; 4,5%, empregadores; 4,4% trabalham para o próprio consumo e 0,1% constroem para o próprio uso.

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