23 Anos em 7 Segundos - Brasil - iG" /

Agônia e êxtase do Corinthians chegam aos cinemas no filme 23 Anos em 7 Segundos

SÃO PAULO ¿ Mais do que cinéfilos, torcedores. Não estranhe se as filas das salas de cinema forem tomadas a partir da próxima sexta-feira (26) por apaixonados pelo Corinthians, ansiosos para ver na tela grande as cenas de sofrimento e glória do documentário 23 Anos em 7 Segundos ¿ O Fim do Jejum Corinthiano, que estreia no País. O filme é o primeiro de uma tetralogia dedicada ao Timão, produzida em parceria com a Fox e a produtora Canal Azul, cujo ápice acontece no ano que vem, quando se comemora o centenário do clube.

Redação |

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Os 11 jogadores responsáveis pelo feito corinthiano no Campeonato Paulista de 1977

"23 Anos em 7 Segundos" retrata o suplício de mais de duas décadas do time, período no qual ficou sem ganhar nenhum título. A saga começa em 1954, quando foi conquistado o campeonato paulista e segue até a mesma competição, em 1977, quando Basílio encerrou a alegada maldição nos últimos minutos da final contra a Ponte Preta. Os tais sete segundos se referem ao tempo que a bola demorou para entrar no gol, depois de passar pelos pés de Vaguinho, pela cabeça de Wladimir e, finalmente, pela decisiva chuteira de Basílio.

Até lá, o espectador acompanha tudo o que o corinthiano sofreu através dos anos, seja sendo motivo de piada para os rivais, o fim do tabu contra o Santos de Pelé, em 1968, até a invasão de mais 70 mil torcedores em pleno Maracanã, na semifinal contra o Fluminense no Brasileiro de 1976 ¿ e a derrota na decisão para o Internacional. Ainda há espaço para histórias curiosas como a do sapo desenterrado no Parque São Jorge e o sacrifício de um bode no estádio Morumbi.

O filme é a estreia na direção do roteirista Di Moretti ("Latitude Zero", "Cabra-Cega") e do diretor publicitário Julio Xavier, ambos torcedores fanáticos. Entre os 23 depoimentos colhidos, estão personalidades, como Washington Olivetto, Juca Kfouri, Sabrina Sato, Rappin Hood, o cantor Toquinho, a ex-jogadora de basquete Hortência e Dudu Braga, filho de Roberto Carlos, que fala sobre o uso da música "Amigo" como tema da torcida.

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Documentário é o primeiro de quatro filmes
dedicados ao quase centenário clube paulistano

Claro que as entrevistas principais recaem nas mãos dos jogadores da época, como Basílio, Zé Maria, Wladimir, Vaguinho, Geraldão e Ruy Rey, dirigentes, o ex-jogador Neto e o presidente do clube, Andrés Sanchez. Tudo para tentar capturar a essência da final do campeonato, que ressurge em imagens importantes e inéditas, pesquisadas nos arquivos da Cinemateca Brasileira e junto às TVs da época, o que permitiu mostrar o gol de todos os ângulos possíveis.

Se boa parte dos 25 milhões de torcedores do Corinthians comparecesse aos cinemas, o filme teria tudo para emplacar mais um sucesso de bilheteria em um ano excelente para o cinema nacional. Experiências anteriores com times como Grêmio e Internacional não explodiram na região Sul, mas mostraram um caminho a ser explorado: o mercado doméstico.

Tanto que "23 Anos em 7 Segundos" já tem data para chegar às locadoras (23 de julho) e o DVD está em pré-venda em lojas virtuais, prometendo como bônus do disco making-of, depoimentos excluídos e entrevistas com a equipe, tudo para agradar o torcedor, inclusive em uma versão de luxo, mais cara. A expectativa da Fox é que o DVD venda mais de 100 mil unidades.

O próximo filme, dedicado aos campeonatos brasileiros conquistados pelo Corinthians ¿ 1990, 1998, 1999 e 2005 ¿ está atualmente em pré-produção e deve ser lançado até o fim do ano. Antes da homenagem ao centenário, também está previsto outro longa dedicado ao título mundial do clube, no qual pode ser utilizado um depoimento emocionado do presidente Lula.

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