Agentes são acusados de encobrir falta de presos no MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul acatou hoje a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra 13 pessoas por corrupção e formação de quadrilha na Colônia Penal Agrícola de Campo Grande (CPA). Entre elas estão os ex-diretores do local, Livrado da Silva Braga e Luiz Carlos dos Santos, além dos agentes penitenciários Gilmar de Oliveira Figueiredo, Miguel Coelho e Ricardo Baís Moreira.

Agência Estado |

O grupo é acusado de receber dinheiro para acobertar as faltas dos presos que cumprem pena sob o regime semi-aberto na CPA.

Uma das provas da acusação é a caderneta apreendida pela Polícia Civil com a tabela de preços cobrados dos presos. Cada noite de ausência custava R$ 20, uma noite e um dia R$ 50, uma semana R$ 250. Entre as anotações estão os nomes dos acusados e as quantias recebidas, figurando no caderno várias vezes o nome de Livrado da Silva Braga.

Os 13 acusados estão detidos na Delegacia de Roubos e Furtos da cidade desde sexta-feira, quando foram expedidos 42 mandados de prisão e a transferência de 325 dos 560 sentenciados que cumpriam pena no regime semi-aberto da CPA para um presídio fechado. Na ocasião, foi realizada uma triagem para levantar o número de internos que não retornaram para a CPA, constando que 180 detentos estão foragidos.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacine, as prisões dos servidores e transferências dos sentenciados para presídio fechado já resultaram na redução do índice de furtos, roubos e assaltos à mão armada em Campo Grande. Ele acredita que os fugitivos serão todos recapturados e provavelmente perderão o benefício da liberdade condicional.

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