Agentes penitenciários federais de Campo Grande iniciam paralisação

CAMPO GRANDE - Os agentes penitenciários federais do Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, iniciaram nesta quinta-feira uma paralisação nas atividades. O manifesto deve se estender até a próxima segunda-feira. Os agentes protestam contra a redução de cerca de 40% no salário bruto. Entre os detentos do Presídio Federal de Campo Grande, estão os traficantes Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadía.

Redação |

A paralisação tem a adesão dos 227 agentes que trabalham na unidade. A categoria protesta contra a Medida Provisória (MP) 431, aprovada em maio, que reduziu o salário bruto de cerca de R$ 4,5 mil para R$ 2,6 mil. Além da redução salarial, a categoria reclama de estar exercendo funções que não estão previstas no estatuto, como escolta.

De acordo com os agentes, a MP também alterou a jornada de trabalho de 160 horas para 192 horas por mês. Eles reivindicam pelo pagamento de horas extras ou pelo estabelecimento de folgas. As visitas de familiares e advogados, a escolta de presos e o banho de sol estão suspensos na unidade. Apenas os atendimentos de emergência e alimentação estão mantidos.

Os servidores irão se reunir com o diretor do presídio federal, Arcelino Vieira Damasceno, para definir as negociações. Os agentes esperam contar com o apoio das demais unidades federais de segurança máxima do país, com os presídios de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e de Catanduvas, no Paraná.

Leia mais sobre: presídios

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG