Agência europeia pode forçar troca de sensor de Airbus

A Agência Europeia de Segurança Aérea (Easa) admite que poderá emitir uma ordem para que todas as empresas modifiquem os sensores de velocidade em aviões fabricados pela Airbus. Ontem, a entidade publicou um boletim de segurança para os pilotos e operadores, indicando o que deve ser feito em caso de falha em pleno voo.

Agência Estado |

Mas insistiu que os aviões da Airbus são “seguros”. Ontem mesmo, uma série de empresas iniciou a reposição de sensores, incluindo a Swiss.

Investigações teriam levantado a suspeita de que parte da explicação para a queda do avião da Air France que fazia a rota Rio-Paris, há uma semana, estava relacionada com os sensores do jato. Para evitar problemas com pilotos, a empresa suíça anunciou que estava voluntariamente substituindo os chamados pitots nos oito A330 da frota. A Swiss insistiu que os sensores foram utilizados nos últimos dez anos e, em apenas uma ocasião, problemas foram identificados. US Airways e a Aer Lingus também anunciaram a troca.

Já a Delta e Brussels garantem ter começado a fazer as trocas antes da tragédia, assim como Air China, BMI, Kingfisher Airlines of India e TAP disseram que já haviam feito as trocas. A Agência Europeia, que certifica empresas para voar, admite que poderá transformar a mudança numa exigência. “Sobre a possibilidade de um mau funcionamento do sistema de indicação de velocidade (tubos de pitot ), a agência está analisando os dados com vistas a emitir uma ação mandatória de correção”, afirmou a Easa.

A Agência Europeia ainda tentou tranquilizar os pilotos. “A agência confirma que o Airbus A330 e todos os outros aviões da companhia são seguros para operar”. A troca do sensor, porém, não afetará todas as empresas, mesmo tendo na frota o A330. A Lufthansa e a Qantas Airways afirmam que seus sensores são da empresa Goodrich Corp e não há recomendação de troca nesses casos. O mesmo modelo equipa ainda Singapore Airlines, Cathay Pacific, China Airlines, China Southern, Finnair, Philippines Airlines, Emirates, Etihad e SAS. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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