Agência de turismo é acusada de fraude em Brasília

Uma agência de turismo de Brasília está sendo acusada de lesar centenas de clientes com golpes que vão desde compras de passagens falsas até o uso indevido de cartões de crédito. A Mix Turismo, que fica em um dos principais hotéis da capital, deixou clientes presos no exterior, sem as passagens de volta, fez reservas falsas em hotéis e companhias aéreas e copiou dados de cartões de crédito de clientes para comprar passagens para outros.

Agência Estado |

De acordo com reportagem do jornal Correio Braziliense, dezenas de clientes foram na última sexta-feira até a loja da Mix Turismo, mas a proprietária, Laura Senatore, não era vista na loja desde a segunda-feira. Nesse dia, Laura disse aos clientes que estaria com "graves problemas financeiros", mas iria garantir todas as viagens pagas. Ontem, dois funcionários da Mix fecharam a loja e não mais a abriram.

Não foi o que aconteceu até agora. Já foram registrados pelo menos quatro casos de pessoas que ficaram presas no exterior porque a agência emitiu a passagem de ida, mas cancelou a de volta. Aos clientes, a Mix entregou comprovantes falsificados das passagens completas. Há ainda casos de clientes que fizeram pagamentos parcelados de grandes quantias para garantir viagens e não receberam até agora nenhum comprovante. Outro cliente chegou a dar dinheiro para a agência comprar dólares e não recebeu nada. Até mesmo comprovantes de entradas para a Disney, nos Estados Unidos, a agência teria falsificado.

Em outra fraude, a agência usou cartões de crédito de clientes para comprar passagens prometidas a outros. Em um caso citado na reportagem, a Mix estourou o limite do cartão de cartão de crédito de um cliente comprando passagens para outros. O rapaz, que está no Peru, precisa voltar a Brasília, mas a sua passagem não foi comprada.

Ontem, clientes que foram até a agência mexeram nos arquivos e encontraram dezenas de cópias indevidas de cartões de crédito. Procurada, Laura Senatore desapareceu de Brasília e não atende o celular. Além das reclamações no Procon, uma investigação criminal foi aberta da 5ª. Delegacia de Polícia de Brasília. A agência não está credenciada à Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), que regula a atividade no setor. A Mix foi expulsa há dois anos justamente por denúncias de fraudes.

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