Paris, 10 nov (EFE).- O escritor franco-afegão Atiq Rahimi venceu hoje o prêmio Goncourt, o mais prestigioso de literatura na França, com seu romance Syngué sabour (Pedra de Paciência, em francês), enquanto o prêmio Renaudot ficou com Le roi de Kahel, do guineano Tierno Monénembo.

"Syngué sabour" é o primeiro livro de Rahimi em francês, anunciaram hoje os organizadores do concurso, cuja decisão foi divulgada hoje, como de hábito, no restaurante Drouant de Paris. O autor tem dupla nacionalidade francesa e afegã.

Publicado pela editora P.O L., o romance relata a opressão sofrida pelas mulheres afegãs e é escrito em forma de confissão, a de uma esposa que tenta se libertar de um marido dominador.

Nascido em Cabul, Rahimi, de 46 anos, foi o vencedor na segunda rodada de votação, na qual foi o escolhido de sete integrantes do júri, contra três que preferiram Michel Le Bris com seu romance "La beauté du monde".

Os outros dois finalistas que concorriam ao prêmio foram Jean-Baptiste Del Amo, com "Une éducation libertine" e Jean-Marie Blas de Roblès, com "Là où les tigres sont chez eux".

Além do Goncourt, também foi entregue hoje o prêmio Renaudot que, após 11 rodadas de votação, ficou com Tierno Monenembo por "Le roi de Kahel" (Seuil) na categoria romance, e para Boris Cyrulnik por "Autobiographie d'un épouvantail" (Odile Jacob), na categoria ensaio.

Na última edição do Goncourt, o prêmio foi para "Alabama Song", a biografia romanceada que Gilles Leroy fez de Zelda, a esposa do escritor americano Francis Scott Fitzgerald, enquanto o Renaudot ficou com "Chagrin d'école", de Daniel Pennac. EFE pi/ev/jp

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