O secretário do Emprego e Relações do Trabalho de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (DEM-SP), endossou hoje a decisão do seu partido de pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O afastamento é importante para efeito de averiguação, para não criar constrangimento no processo investigatório, disse ele, após participar de evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

"Tudo que há suspeição tem de ser investigado."

Sarney é um dos parlamentares citados entre os que teriam parentes beneficiados por meio de atos secretos adotados para criação de cargos, nomeações e aumentos salariais na Casa, conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo . Além disso, o esquema de crédito consignado no Senado, alvo de investigação da Polícia Federal (PF), inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney, neto do peemedebista.

O DEM propôs hoje que Sarney se licencie do cargo enquanto durar a investigação, acompanhada pelo Ministério Público (MP) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Afif tomou o cuidado de ponderar que "ninguém pode ser condenado por antecipação". O DEM foi um dos partidos que ajudaram a eleger o atual presidente do Senado.

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