Aeroviários entram em estado de greve

Trabalhadores prometem parar atividades no próximo dia 23 de dezembro. Nova rodada de negociações está prevista para hoje

iG São Paulo |

Os aeroviários - funcionários de companhias aéreas e de aeroportos que trabalham em terra - decretaram, na tarde de terça-feira, estado de greve. Eles ameaçam paralisar as atividades caso não tenham suas reivindicações atendidas. A data de início da possivel greve já está definida: 23 de dezembro, dia em que os aeroportos devem estar no ápice de movimento por conta das festas de fim de ano.

Na última sexta-feira, os trabalhadores decidiram, em assembleia realizada no Rio de Janeiro, rejeitar a proposta do Sindicato Nacional dos Aeroviários (Snea) de reajuste do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Eles pedem reajuste salarial de 15% e de 30% nos pisos.

Nesta quarta-feira está prevista uma nova rodada de negociações. Em nota, os aeroviários dizem "esperar que as empresas apresentem uma nova proposta que seja justa para todos os trabalhadores". Na quinta-feira uma assembleia também já esta agendada para avaliar as propostas que devem ser dadas hoje.

Desafios dos aeroportos

Paralelamente a isso, acontece em Brasília nesta quarta-feira o Congresso 2010 da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) para debater temas como a estruturação aeroportuária e a infraestrutura aeronáutica. O objetivo é buscar soluções para problemas registrados nos aeroportos brasileiros, como restrições nos pátios e nos terminais de passageiros, e atender a demandas da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

O presidente da Abetar, Apóstole Lázaro Chryssafidis, explica que neste ano, especificamente, os temas do encontro serão a estruturação aeroportuária e a infraestrutura aeronáutica. "O problema é a adequação da estrutura dos aeroportos à expansão do número de passageiros transportados. Vamos focar no congresso, em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), não só a questão dos grandes aeroportos, mas também a dos secundários. O crescimento começa nas cidades do interior do País, causando lotação nos aeroportos secundários”, afirma.

*Com informações da Agência Brasil

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