Aeronáutica vê indício de falha de motor em queda na Bahia

SALVADOR - A Aeronáutica já reuniu indícios de que um dos motores do Super King Air B-350 teria falhado minutos antes da queda, ocorrida na noite de sexta-feira num condomínio de luxo em Trancoso, no sul da Bahia. O acidente que deixou 14 mortos - dez parentes do empresário paulista Roger Ian Wright - deve começar a ser elucidado nesta terça-feira, com a degravação da caixa-preta do avião.

Redação com Agência Estado |

Após uma inspeção preliminar, os militares decidiram tentar degravá-la nos laboratórios da empresa Táxi Aéreo Marília (TAM), em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Local do acidente onde avião caiu na Bahia
Local do acidente onde a aeronave caiu no Sul da Bahia (Crédito: Agência Estado)

Os dois motores do turboélice começam a ser periciados nesta terça-feira no Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos.

A suspeita de que um deles parou repentinamente de funcionar surgiu da análise visual das hélices, feita por militares do 2º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa-2), do Recife, ainda no local do acidente. Testemunhas disseram que o avião já parecia avariado antes da queda e da explosão. Parte dos depoimentos foi confirmada na 2ª Delegacia Circunscricional de Porto Seguro, onde foi aberto inquérito criminal para apurar as causas do acidente. Até esta segunda-feira, oito pessoas haviam sido ouvidas.

Ainda aguardam identificação os corpos de Vera Lúcia Mécio, Lucila Lins, Rosângela Barbosa, do copiloto Nelson Fonseca e da menina Nina Pinheiro. A família de Roger espera somente a liberação de todos os corpos para marcar uma missa ecumênica, que deve ocorrer provavelmente na quinta-feira, no Sumaré.

O meio-irmão de Roger Christopher Apostol veio da Suíça e está em Salvador tratando da documentação para o transporte dos corpos a São Paulo e para o funeral coletivo.

O acidente

A aeronave decolou do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 18h30 e caiu por volta das 21h de sexta-feira, ao tentar pousar na pista particular do hotel Terravista Club Med, que tem 1.500 metros e é dedicada exclusivamente ao atendimento de aeronaves executivas. Chovia forte na região no momento do acidente.

Testemunhas disseram que o avião, de prefixo PR-MOZ, voava baixo e teria explodido antes de se chocar contra uma árvore e cair nas proximidades da cabeceira da pista de pouso. A área é de mata fechada e difícil acesso.

Antes do pouso, a tripulação da aeronave fez contato com o Controle Aéreo de Porto Seguro e com a rádio do aeroporto, informando ter condições visuais para pousar no aeródromo. Segundo a assessoria do empreendimento, até a colisão, os controladores de voo do aeroporto não notaram qualquer problema enquanto monitoravam a aterrissagem.

Roger Ian Wright

O financista e empresário Roger Ian Wright deixou para trás uma história de sucesso no mercado financeiro brasileiro. História que começou há 20 anos, quando Wright deixava a presidência da Adubos Trevo para assumir a Gardi Asset Management, empresa de gestão do Banco Garantia. Foi no Garantia que Wright conheceu o seu atual sócio na Arsenal Investimentos, José Eduardo Lacerda, e onde ajudou a escrever parte da história do mercado de capitais brasileiro. Saiba mais .

Roger Wright tem uma história trágica envolvendo acidentes aéreos. Sua primeira esposa, a gaúcha Bárbara Luchsinger, também morreu em um acidente aéreo, em 1996, no Fokker 100 da TAM, em São Paulo. Já em 2007, outro acidente aéreo marcou a vida de Wright, que chegou a acupar um cargo de conselheiro da TAM. Sua secretária, Simone Wetrupp, morreu no acidente com A320, também da TAM, que caiu em São Paulo.

(*Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

Assista ao vídeo sobre o acidente:

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