Embora tenha se empenhado, no final do ano passado, dentro do PSDB, pela prorrogação no Senado da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, o governador de Minas, Aécio Neves, voltou a se posicionar contra a proposta de recriação do chamado imposto do cheque. A intenção dos líderes da base aliada é propor a instituição de um novo tributo sobre operações financeiras, com alíquota de 0,1% para custear o aumento dos gastos para a saúde previstos na regulamentação da Emenda 29.

Para Aécio, no entanto, trata-se de uma "discussão vencida" e no momento o governo deveria se preocupar em racionalizar seus gastos. "O que o governo tem de fazer é gastar melhor os recursos que tem. Os recordes de arrecadação têm sido mensais e sucessivos. O que precisa é maior planejamento, menos aumento dos gastos correntes do governo, aqueles que não chegam ao final da cadeia, não chegam à população", disse o governador tucano ontem, após participar de um evento em Belo Horizonte.

Aécio ressaltou que no final do ano passado lutou dentro do partido pela prorrogação da CPMF porque considerava adequado o compromisso do governo de que todos os recursos arrecadados com a contribuição fossem destinados à saúde. O governador observou que 2008 é um ano eleitoral e não haverá "clima" no Congresso para que seja aprovada uma matéria que resulte em aumento da carga tributária. Aécio disse que externou sua opinião no último encontro que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

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