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Aécio usa Cemig contra pecha privatista

A agressiva expansão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) servirá como escudo para o governador Aécio Neves diante do discurso estatizante e nacionalista que o governo Lula retomou com o envio ao Congresso Nacional do projeto que cria um novo marco regulatório para a exploração do pré-sal. Em meio às negociações da Cemig para ampliar sua participação no consórcio que controla a distribuidora Light, o governador tucano não esconde que pretende usar a estatal mineira como uma bandeira para se defender do que chama de pecha de privatista que, afirma, o governo tenta colar no PSDB.

Agência Estado |

Desde 2003, quando Aécio assumiu o Palácio da Liberdade, a estatal mineira fez sete aquisições fora do Estado, ganhou a disputa de licitações de hidrelétricas e linhas de transmissão e estreou no mercado internacional. A estratégia de ampliar as atividades fora de sua área de concessão foi fortalecida em 2006, com a compra de 20% do capital da Light num consórcio formado por Andrade Gutierrez e Pactual Energia. A empresa quer agora comprar a participação de seus sócios na distribuidora fluminense, o que pode ocorrer nas próximas semanas.

Na área de transmissão de energia, a Cemig adquiriu 2.159,5 quilômetros de linhas da Schahin e fez a sua estreia nas Regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil. A última tacada nesse segmento foi a compra da italiana Terna Participações, que detinha a concessão de 3,3 mil quilômetros de linhas construídas e 386 quilômetros em construção. No próximo dia 30, Aécio irá pessoalmente fechar o negócio na Itália, onde entregará um cheque de R$ 3,5 bilhões ao primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi.

O resultado dessa arrancada mineira não poderia ser diferente: o valor de mercado da Cemig, que em 2003 estava em R$ 7 bilhões, hoje é de cerca de R$ 20 bilhões. "O PSDB tem bons exemplos para enfrentar esse discurso (de que é privatista)", argumentou o governador, pré-candidato à Presidência em 2010. "A Cemig é um bom exemplo de que uma empresa não é ineficiente por ser estatal." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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