Aécio: sobram candidatos para 2010 e faltam projetos

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), acredita que há candidatos de sobra para concorrer à Presidência em 2010, mas faltam projetos para o País. No Brasil não faltam candidatos à Presidência da República.

Agência Estado |

O que falta é um projeto claro e é isso que queremos quando chegarmos à Presidência da República, independente de qual seja o partido que vá chegar", disse, durante evento realizado na capital paulista para comemorar os 40 anos da revista Veja .

Para o tucano, é necessário "criar um clima no qual quem perca as eleições não se coloque radicalmente contrário aos avanços ou às questões que, se vencesse as eleições, estaria defendendo". Aécio criticou o que considera uma "polarização absurda e prejudicial" na política brasileira. "É a mera disputa pelo poder, que coloca em campos opostos os principais atores da cena política do Brasil, nos últimos 14 anos", declarou.

O governador de Minas defendeu que o País tenha uma agenda própria, uma "convergência" entre partidos para a aprovação de reformas. Ele citou principalmente a reforma política, mas destacou também a previdenciária, tributária e trabalhista.

Aécio avalia que o PSDB e o PT têm "uma responsabilidade talvez ainda maior do que os outros atores", por terem governado o País nos últimos 14 anos e conhecem a "agenda que o Brasil precisa enfrentar". "O que eu espero é que o pós-2010 não seja uma reedição de 94, 98, nem de 2002 e 2006", afirmou.

Aliança em 2010

Sobre a eleição municipal de São Paulo, Aécio acredita que o governador do Estado, José Serra, estará "ao lado" do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, na campanha. "Eu não tenho dúvida de que o governador Serra sabe o que faz e acredito firmemente que ele estará, como já se anuncia nesses últimos dias, ao lado do candidato Geraldo Alckmin, até porque as forças futuras do PSDB dependem daquilo que nós construirmos agora, a partir de 2008."

O tucano não acredita na possibilidade de uma aliança entre o governo e a oposição nas eleições presidenciais de 2010, visando o lançamento de uma candidatura única. "Eu não acredito em utopias e não acho possível uma aliança eleitoral", afirmou. Questionado sobre uma eventual aliança com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), Aécio afirmou que tem com ele "uma relação pessoal extremamente forte", mas ressaltou: "Cada um tem a sua forma de fazer política". E explicou que não considera alguém seu inimigo só porque ele está na oposição e, em contrapartida, não considera que alguém tem todas as qualidades do mundo só porque é seu amigo.

Com relação ao PSDB, Aécio negou que ele e Serra sejam de alas diferentes do partido. "Não sei onde estão essas duas alas. Eu tenho com o governador Serra uma grande afinidade, um respeito pessoal enorme, ele é um homem absolutamente preparado para a Presidência da República", declarou. Entretanto, ele avaliou que ainda não chegou o momento de escolher o candidato do partido para a corrida ao Planalto. Ainda assim, Aécio frisou: "Não tenho dúvidas de que Serra e eu estaremos juntos."

Aécio afirmou, ainda, que "não existe" sua candidatura à Presidência da República. "O que eu gostaria é que tivéssemos, mesmo com PSDB e PT em lados opostos, um compromisso com a agenda do País, que não é de governo, mas sim uma agenda (positiva) para o Brasil", destacou.

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