O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse hoje que o Brasil vive as consequências da gastança do tempo da bonança, em razão do acirramento da crise financeira internacional. O que ocorreu no Brasil é que no tempo da bonança houve excesso de gastança.

E hoje se paga um preço alto em relação a isso em razão, principalmente, da inibição dos investimentos".

Ao falar da postura que o PSDB e outras legendas devem ter nas eleições presidenciais de 2010, pleito que ele próprio se coloca como um dos pré-candidatos, Aécio defendeu que os partidos se atualizem. "O mundo mudou, as prioridades de hoje são diferentes das prioridades da fundação do PSDB, quando falávamos em debelar a inflação, que era o nosso grande desafio."

O governador mineiro criticou a política do governo Lula, que disse considerar assistencial, e afirmou que a nova agenda política será a formatação de uma gestão pública de qualidade. O tema deverá ser discutido com o governador José Serra (SP) logo após a Semana Santa. "O novo desafio será ampliar a distribuição de renda e criar políticas alternativas para que aqueles que estão hoje reféns da política assistencial do governo possam se inserir no mercado de trabalho, políticas de desenvolvimento regional setorizadas, efetivas, claras, que levem investimentos às regiões mais pobres do país".

Aécio disse que as prévias para a escolha do candidato tucano à presidência da República são inevitáveis. Segundo ele, a consulta interna só não será realizada se não houver disputa. "No quadro atual de hoje, as prévias são uma consequência absolutamente natural", afirmou - o governador de São Paulo, José Serra, também quer a vaga. Aécio acredita que o momento ideal para a escolha deve ser o final deste ano. O PSDB, segundo ele, vem colhendo sugestões em vários diretórios no País e a expectativa é de que dentro de 15 dias o partido tenha condições de regulamentá-la.

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