Aécio Neves volta a negar acordo para ser vice de Serra em 2010 e defende apoio do PMDB

BRASÍLIA - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, negou nesta quinta-feira qualquer acordo com o governador de São Paulo, José Serra, para compor uma chapa puro sangue do PSDB e assim concorrer à sucessão do presidente Lula, em 2010.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Não existe acordo. Isto é falácia. (...) Não houve e não haverá este acordo, disse o governador, em visita ao Congresso Nacional. É um equívoco uma partido achar que pode montar uma chapa puro sangue e vencer as eleições num país tão pluripartidário, avaliou. 

O governador mineiro voltou a defender que o PSDB realize prévias para escolher o candidato do partido para as próximas eleições presidenciais e também é a favor de um debate eleitoral menos radicalizado. Defendo um discurso pós-Lula e não anti-Lula, afirmou.

Segundo Aécio, o atual governo deve ser reconhecido principalmente pela ampliação dos programas de transferência de renda iniciados no governo Fernando Henrique Cardoso. Temos que pensar agora no que ficou por fazer e em como fazer", afirmou.

Após encontro com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) e do líder do PMBD, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Aécio Neves também defendeu a união do PSDB como PMDB nas próximas eleições.

O PMDB é fundamental para a governabilidade e pode ser decisivo para as eleições, avaliou. A minha análise é de que vários partidos que estão hoje na base de sustentação do governo Lula não irão necessariamente estar na chapa do PT. O presidente Lula é maior do que o PT, ressaltou.

Reforma Política

Questionado sobre a proposta de Reforma Política que vem sendo debatida na Câmara dos Deputados nas últimas semanas, Aécio Neves defendeu a aprovação dos projetos de voto em lista fechada e financiamento público de campanha.

Na opinião do governador, o atual sistema eleitoral é anacrônico e privilegia o capital em detrimento ao debate de ideias. Se houver um impasse muito grande para aprovar os projetos para 2010, um meio termo pode ser colocá-lo em prática em 2012, nas eleições municipais, sugeriu.

Aécio Neves está em Brasília para tratar de projetos de cooperação energética com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).


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