entrevista dada ao iG, na qual Costa afirma que terá de rever seu apoio à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), se o PSDB confirmar o governador na campanha presidencial do ano que vem." / entrevista dada ao iG, na qual Costa afirma que terá de rever seu apoio à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), se o PSDB confirmar o governador na campanha presidencial do ano que vem." /

Aécio Neves telefona para Hélio Costa para agradecer apoio

BRASÍLIA - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, telefonou para o ministro das Comunicações, Hélio Costa, para agradecer os termos usados na http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/12/helio+costa+diz+que+nao+teria+como+ficar+contra+a+candidatura+de+aecio+neves+para+presidente+9072979.htmlentrevista dada ao iG, na qual Costa afirma que terá de rever seu apoio à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), se o PSDB confirmar o governador na campanha presidencial do ano que vem.

Sheila Machado, iG Brasília |

Wellington Pedro/Imprensa MG
Aécio Neves dá coletiva
Aécio concede coletiva
"As palavras de Costa externam o sentimento de Minas Gerais na busca de uma unidade no Estado num eventual projeto presidencial encampado por algum mineiro. Agradeço de público essas referências, mas repito: esse é um processo que ainda caminhará por algum tempo. E apenas depois que ele se definir em relação à nossa candidatura é que as conversas tanto com ele quanto com outras figuras importantes de Minas e de outras correntes políticas se iniciarão", salientou Aécio.

A assessoria de Hélio Costa não quis comentar a conversa entre o ministro e o governador de Minas. Além de repercutir a entrevista do iG, o governador comentou outros temas na coletiva de imprensa desta quinta-feira em Belo Horizonte:

Pesquisa Vox Populi

"Tive um crescimento, talvez proporcionalmente o maior dentre todos os candidatos. Segundo outra pesquisa recente divulgada pelo Ibope, minha candidatura tem crescido, apesar de ser eu ainda, dentre praticamente todos os candidatos, aquele com menor índice de conhecimento. De alguma forma esse resultado é conseqüência do que tenho dito, das viagens temos feito pelo Brasil. Mas não acho que a questão pura e simples de pesquisas deva ser o único fator a estimular uma decisão, por parte do PSDB ou de outros partidos. Há de se analisar a eleição no seu conjunto. A pesquisa demarca um momento, deve ser analisada com todas as suas circunstâncias. Acredito, entretanto, que haja uma percepção hoje dentro do PSDB e de algumas forças que estão do nosso lado de que, eventualmente, uma candidatura minha poderia ajudar a fugirmos da polarização, ou da tentativa da eleição plebiscitária, até mesmo para atrair a presença de algumas forças políticas ou partidárias que hoje estão ao lado do governo e que eventualmente poderiam estar ao nosso lado".

Ciro Gomes

"Tenho com o ministro relações pessoais que são públicas e as manterei, pelo menos da minha parte, sempre. Isso não significa que estaremos no mesmo campo político. Acho que ambos gostaríamos de poder construir projetos juntos para o país. Ciro estará em Belo Horizonte na terça-feira. Convidei-o para que fizéssemos uma análise mais profunda do quadro, sempre com franqueza e com compreensão mútua de que temos os nossos limites. A política não é apenas exercício da vontade própria. Somos todos, de alguma forma, reféns das nossas circunstâncias. Mas isso não impede que homens de bem conversem sobre o Brasil, sobre o futuro, mesmo não havendo a possibilidade de uma composição.

Minha relação com Ciro não é um fato construído artificialmente, vem de mais de 20 anos e nunca se alterou. Em um momento tivemos ponto de vista político no mesmo partido político até, outras vezes no mesmo palanque. Ciro foi muito importante na minha eleição para a minha Presidência da Câmara, por exemplo. Em outros momentos, estivemos em campos opostos, mas nunca deixamos de ser amigos. É preciso desmistificar essa questão de que só se conversa com seus aliados. Setores do PT têm um pouco isso, acham que deve haver barreiras nas conversas, como se alguém por estar do outro campo político só tivesse defeitos e alguém por estar ao seu lado, só tivesse virtudes. Essa não é a realidade. Acho que as conversas, tanto com Ciro, tanto com outras figuras de outros partidos, sejam do PMDB, PDT, PP, PR, PTB e de tantos outros partidos, são positivas para o futuro".

Apagão e influência na campanha de Dilma

"Acho que pelo menos ele trará um pouco mais de cautela a lideranças importantes do governo, quando acreditam que estão vivendo num mundo de mil maravilhas, sem problemas. Pessoalmente, eu não utilizaria o apagão como instrumento eleitoral, mas confesso que me surpreendi um pouco com a ausência da ministra Dilma, sempre porta-voz do governo em todas as ocasiões, nesse fato específico.

O apagão serviu para mostrar que o governo pode ter suas justificativas, mas que são contraditórias. Parece que há dentro do governo uma ausência de comando, porque os dirigentes do PT, de Itaipu, dizem uma coisa. Os dirigentes de Furnas dizem outra coisa. O Operador Nacional do Sistema, por sua vez, também não define de quem é a responsabilidade. É preciso diagnosticar com clareza as razões desse apagão. No passado, ele não ocorreu por ausência de energia, mas por ausência de chuvas. Atualmente há abundância de chuvas, os reservatórios estão todos absolutamente cheios. Talvez possa ter havido uma inibição dos investimentos nas linhas de transmissão.

Do ponto de vista político, não é adequado, num tema de tamanha relevância, que quem sobre ele falou tantas vezes deixe de se comunicar com a sociedade brasileira. Me passa uma ideia de fragilidade".

Oposição politiza o apagão

"Não é o meu caso. Não acho que esse deva ser um assunto da pauta eleitoral. Naturalmente, talvez o fato de o governo ter afirmado, até muitas vezes sem ser perguntado, que não havia qualquer risco de problema no abastecimento de energia elétrica é que leve a essa exploração. Esse não será um ponto central na campanha. O que acredito é que o governo deveria primeiro analisar com profundidade essas razões, preocupar-se menos com as consequências políticas e mais em dar à população brasileira tranqüilidade em relação ao futuro".

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