Um dia após pregar que o discurso tucano difere da estratégia de campanha petista de comparar as gestões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou que a estabilidade ocorrida no governo Lula é resultado de uma série de ações tomadas pelo ex-presidente FHC. Não haveria o governo do presidente Lula se não tivesse havido o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, sustentou.

"Não teríamos avançado se não houvesse uma estabilidade, se não existisse uma Lei de Responsabilidade Fiscal, se não tivéssemos iniciado programas de transferência de renda e uma política macroeconômica consolidada", defendeu Aécio.

O governador participou nesta sexta-feira de seu último compromisso como governador, na inauguração de um centro esportivo em São Sebastião do Paraíso (MG). O tucano, que transfere o cargo na próxima quarta-feira para o seu vice, Antônio Anastasia (PSDB), afirmou que não acredita que FHC deixe de fazer um discurso durante o evento que lançará a candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), à sucessão no Palácio do Planalto, em evento em Brasília. "Eu não acredito que isso vá acontecer. É preciso que todos façam a ele justiça, a começar dos seus companheiros de partido", defendeu Aécio.

O governador, que deve se candidatar este ano ao Senado Federal, confirmou sua presença no lançamento da candidatura de Serra, reafirmou que apoiará o governador paulista, "principalmente a partir de Minas Gerais", e assegurou que dará suporte necessário ao tucano em visitas fora do Estado. "Se ele achar que eu possa ser útil, estarei à disposição", afirmou.

Professores

Assim como Serra em São Paulo, o mineiro enfrentou no evento de sexta-feira protestos de professores que reivindicavam melhores salários. Aécio considerou legítima a manifestação, mas lembrou que, quando assumiu o governo - há pouco mais de sete anos - não havia dinheiro para o pagamento do 13.º salário e os funcionários públicos recebiam as remunerações mensais apenas no último dia útil de trabalho.

"Hoje pagamos o décimo terceiro adiantado e o servidor recebe o salário no quinto dia útil", afirmou. Aécio prometeu ainda enviar um projeto de aumento salarial à Assembleia Legislativa, mas não informou o porcentual do reajuste.

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