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Aécio diz que estará ao lado de Serra onde for convocado

A partir de Minas Gerais, das montanhas de Minas (estou) ao seu lado ou onde eu for convocado. A declaração foi dada pelo ex-governador Aécio Neves, neste sábado, durante lançamento da candidatura de José Serra à presidência pelo PSDB. Aécio saiu do governo de Minas Gerais para concorrer a uma vaga no Senado, mas o apelo de partidários é que ocupe a vice. A frase foi interpretada por tucanos como uma sinalização de que pode ser o candidato a vice na chapa de Serra.

iG São Paulo |

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Aécio durante lançamento da candidatura de Serra

Aécio durante lançamento da candidatura de Serra

Assim que terminou de falar, em discurso mais inflamado que o de Serra, a plateia gritou em coro: "Vice, Vice!" "Hoje Minas está presente... para dizer que o candidato de Minas é José Serra", afirmou.

Durante discurso, Aécio fez um apanhado das realizações do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), citando a instituição da Lei de Responsabilidade Fiscal e as privatizações e disse que de público "reconhece as virtudes do presidente Lula". "Mas uma (virtude) mais que as outras é manter inalterada a política econômica de FHC", emendou.

O mineiro disse ainda que está aberto a discutir o passado do partido. "Se quiserem, vamos discutir e debater nosso passado porque não há nada que nos envergonhe."

FHC, que não compareceu à despedida de Serra do governo paulista no início do mês, não foi escondido pela organização do evento deste sábado, que reuniu cerca de 4 mil pessoas. Ele não só teve direito à palavra, como foi exaustivamente fotografado levantando o braço direito de Serra.

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FHC ganha lugar de destaque em lançamento de candidatura de Serra

FHC ganha lugar de destaque em lançamento de candidatura de Serra

"Nós contra eles"

Antes de Aécio, Serra discursou e disse que não aceita o raciocínio de "nós contra eles". "Ninguém deve esperar que joguemos o governo contra a oposição, porque não o faremos. Jamais rotularemos os adversários como inimigos da pátria ou do povo. Em meio século de militância política nunca fiz isso. E não vou fazer. Eu quero todos juntos, cada um com sua identidade, em nome do bem comum", disse Serra.

Ele ainda acusou de "deplorável" quem, "em nome da política, tente dividir o nosso Brasil". E foi claro no recado à candidatura governista: "Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão". Serra propôs ainda "governar com todos, sem discriminar ninguém", sem "indagar a filiação partidária".

São Paulo "nordestina"

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, abriu o evento e vendeu Serra como o pós Lula. As condições de vida do nosso povo tem melhorado, reconhecemos. Como vamos acelerar, com sustentabilidade, uma nova fase? Acima de tudo devemos nos perguntar como vamos garantir avanços, avanço de verdade. Quem tem condições de comandar este processo. De nos conduzir. Por quem está verdadeiramente preparado para esta tarefa histórica. Qualquer brasileiro, na sua mais completa isenção, não tem dúvida de que Serra é o quadro mais qualificado. Serra não é improviso, é parte integrante da história, afirmou.

Sem citar a ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT, Guerra disse que o País terá dois caminhos na eleição. Avançar com quem é um líder preparado em todos os planos de vida ou seguir com o improviso de quem nunca exerceu liderança e sempre foi um teste político, quem jamais foi líder de nada, sempre auxiliar democrática, disse. Dilma, 62, apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputará sua primeira eleição.

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Serra durante lançamento de candidatura em Brasília

Serra durante lançamento de candidatura em Brasília

No discurso, Guerra ainda disse que uma vitória de Serra seria comparada às eleições de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck, Fernando Henrique Cardoso e do próprio Lula. O tucano exaltou a gestão de Fernando Henrique Cardoso, base do sucesso de Lula, segundo ele, mas evitou ataques diretos ao atual presidente.

Guerra ainda proclamou que Serra era candidato de todos os brasileiros e chamou de fraude uma suposta divisão nacional. São Paulo que Serra governou é a maior cidade nordestina do país. Não tem história de São Paulo contra o Brasil ou contra o Nordeste, isso é uma fraude, uma fraude das oligarquias que sempre confundiram seus interesses com os interesses do Nordeste, afirmou.

(*com agência Reuters)

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