O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse hoje que não cogita o lançamento de um candidato tucano à sucessão municipal em Belo Horizonte e reiterou que confia na consolidação da ampla aliança na capital mineira, inclusive com a participação do PMDB. Aécio afirmou também que acredita na superação do veto imposto pela Executiva Nacional do PT ao acordo.

"Alguns preferem valorizar mais ou dar mais importância ao embate político ou à vaidade pessoal ou à vitória dessa ou daquela sigla. Eu acho que nós amadurecemos suficientemente na política mineira para propor algo dessa dimensão. Acho natural que algumas incompreensões tenham havido, mas a minha expectativa é de que elas serão superadas", afirmou o governador.

Questionado sobre a possibilidade de candidatura própria do PSDB, Aécio disse que "isso não está sendo cogitado agora." Segundo ele, a chapa encabeçada pelo seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda, tendo o deputado estadual petista Roberto Carvalho como vice, é a que "está colocada". "Vamos trabalhar para fortalecê-la."

Nesse sentido, o governador observou que pretende conversar nos próximos dias com o líder do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado estadual Gilberto Abramo, e outras lideranças do partido. "Para tentarmos construir o projeto para Belo Horizonte. Repito: esse não pode ser um projeto do meu partido, deste ou daquele partido, tem que ser um projeto a favor da cidade e o PMDB é muito bem-vindo nele. Acho que será possível construirmos essa convergência. Estou muito animado."

Enquanto uma ala do PMDB mineiro iniciou conversas sobre a aliança articulada entre tucanos e petistas, Abramo - que representa a resistência da bancada estadual - protocolou na segunda-feira uma representação contra o prefeito Fernando Pimentel (PT) e Lacerda na Procuradoria Eleitoral de Minas. Ele pede que ambos sejam enquadrados por abuso do poder econômico e solicita providências para uma suposta propaganda eleitoral extemporânea durante um evento no dia 28 de abril.

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