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Aécio critica blindagem a Dilma durante apagão

Embora tenha afirmado que não defende o uso eleitoral do apagão, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), criticou hoje a tentativa do governo de blindar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, dos efeitos políticos do blecaute que atingiu 18 Estados e 70 milhões de pessoas no País. Aécio apontou também ausência de comando no governo e sugeriu que a causa esteja na inibição de investimentos em linhas de transmissão.

Agência Estado |

"Não acho, do ponto de vista político, adequado que num tema dessa relevância quem sobre ele falou tantas vezes deixe de se comunicar com a sociedade brasileira. Me passa talvez uma certa fragilidade", afirmou o governador, pré-candidato do PSDB à Presidência.

Aécio observou que seria natural que a pré-candidata petista, que "sempre se expõe sempre em relação às boas coisas", não deixasse nesse momento de conversar com a população. "Confesso que me surpreendi um pouco com a ausência, por exemplo, da ministra Dilma, sempre porta-voz do governo em todas as ocasiões nesse fato especifico".

Para Aécio, o episódio deverá deixar mais cautelosas as lideranças importantes do governo, que, segundo ele, "acreditam que estão vivendo num mundo de mil maravilhas sem quaisquer problemas".

O tucano reclamou também das contradições nas justificativas oficiais. "Parece que há dentro do governo uma ausência de comando, porque os dirigentes do PT de Itaipu dizem uma coisa, os dirigentes de Furnas dizem outra coisa, o Operador Nacional do Sistema, por sua vez, também não define de quem é a responsabilidade", disse.

Falta de investimento

Para o governador, é preciso mais clareza no diagnóstico do apagão, cujas causas diferem do racionamento durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Certamente ele não ocorreu como no passado por ausência de energia, por ausência de chuvas", observou. "Os reservatórios estão todos absolutamente cheios. Talvez possa ter havido uma inibição dos investimentos nas linhas de transmissão".

Aécio - que disputa com o governador de São Paulo, José Serra, a indicação como presidenciável do PSDB em 2010 - disse que pessoalmente não utilizaria o episódio como um instrumento eleitoral. Admitiu, porém, que "setores da oposição" estão explorando politicamente o blecaute.

"Talvez pelo fato de o governo ter afirmado, muitas vezes sem ser perguntado, com muita clareza que não havia qualquer risco de problema no abastecimento de energia elétrica é que leve a essa exploração".

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