Aécio anuncia pacote de medidas para ampliar crédito a empresas

BELO HORIZONTE (Reuters) - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, anunciou nesta terça-feira um pacote de medidas para ampliar o crédito ao setor produtivo no Estado, incluindo financiamento direto e ampliação do prazo de recolhimento de impostos. Mais cedo, o governador de São Paulo, José Serra, tinha anunciado uma linha de crédito para a indústria automotiva no valor de 4 bilhões de reais. Os dois governadores disputam a indicação do PSDB para concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.

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Entre as principais medidas anunciadas por Aécio Neves está a criação e ampliação de fundos e linhas de investimento em um total de 460 milhões de reais, dos quais cerca de 300 milhões de reais são recursos novos oferecidos pelo governo por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Além do financiamento direto, as empresas que atuam em Minas também ganharam prazo até o dia 26 de cada mês para recolherem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), antes feito no início do mês.

O maior volume de recursos - 200 milhões de reais - será destinado a empresas de grande porte, por meio de uma linha de financiamento para aquisição de equipamentos novos ou importados que não tenham similar no mercado nacional. Os recursos serão pagos com juros equivalentes à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 6,25 por cento, usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mais 3 por cento ao ano.

Esse financiamento, segundo o governador, também poderá ser usada por empresas sediadas em Estados vizinhos, desde que os equipamentos a serem adquiridos sejam produzidos em Minas.

"Isso visa apoiar a indústria de Minas Gerais. E também aquelas que produzem equipamentos no Estado. Esse é um fato importantíssimo para a manutenção do nível de atividade", avaliou o presidente do BDMG, Paulo Paiva.

Outra linha de crédito prevê até 25 milhões de reais para financiar o capital de giro em empresas de qualquer porte e setor de atividade. Esse tipo de financiamento já funciona no Estado, mas o limite sobe de 2 milhões para 3 milhões de reais por empresa, com prazo de pagamento de até três anos com taxas pós-fixadas.

Além disso, o BDMG teve ampliado o Fundo de Fomento e Desenvolvimento Socioeconômico do Estado (Fundese), que já tinha saldo de 73 milhões de reais para investimentos e recebe aporte de 20 milhões de reais. Os recursos são destinados a micro, pequenas e médias empresas, com limite de R$ 2 milhões por companhia.

O governo anunciou ainda oferta de crédito de até 4 milhões de reais para pequenos empreendimentos e produtores rurais por meio de parcerias com cooperativas de crédito, com limite total de 80 milhões de reais . Também foram criadas ou ampliadas linhas de financiamento voltadas para comércio varejista e empresas emergentes, com valores entre 3 milhões e 10 milhões de reais.

(Reportagem de Marcelo Portela)

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