Aécio admite escolha de candidato sem prévias no PSDB

BELO HORIZONTE (Reuters) - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), admitiu nesta quarta-feira a possibilidade de escolha do candidato tucano à Presidência da República em 2010 por meio de análise de pesquisas com o eleitorado em vez de prévias dentro do partido. Nós vamos até o fim do ano definir qual o instrumento utilizaremos para essa definição. Se as prévias, que ainda me parece o mais apropriado, ou um conjunto de análises que inclua também as pesquisas eleitorais, mas leve em consideração outros aspectos como o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação, o potencial de crescimento, afirmou.

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"Isso você faz cientificamente, através de pesquisas não apenas quantitativas mas também qualitativas e observando o cenário político", acrescentou.

Maior defensor da definição por meio de consulta aos afiliados, o mineiro aparece com 16,8 por cento das intenções de voto em pesquisa para a corrida eleitoral feita pela CNT/Sensus, contra 39,5 por cento do governador de São Paulo, José Serra, com quem disputa a indicação do PSDB para o pleito.

Entretanto, 29,1 por cento dos entrevistados disseram que não votariam em Serra, contra 26,3 por cento de eleitores avessos a Aécio, que teve o menor índice de rejeição do levantamento.

Pela pesquisa, Serra venceria o primeiro turno das eleições contra a candidata do governo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que teria 19 por cento dos votos.

No cenário com Aécio no lugar de Serra, Dilma lidera as intenções de voto, com 23,3 por cento.

"Nós temos o candidato com o maior número de votos e o que tem a menor rejeição. É uma combinação muito positiva. Acho que, se ela (pesquisa) traz alguma preocupação nesse momento, traz para o governo", ressaltou.

Para Aécio, porém, o cenário ainda é indefinido. "O que percebo hoje é que ainda existe uma grande incerteza. Em relação a como se comporão as candidaturas que estão na base do governo - se uma candidatura, se duas candidaturas", disse. "E no campo das oposições, talvez com um pouco mais de tranqüilidade, nós saberemos definir no momento certo de que forma vamos disputar para vencer as eleições", acrescentou.

(Marcelo Portela)

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