Advogados de Yeda e Germano negam fraudes

Os advogados da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), e do deputado federal José Otávio Germano (PP), refutaram a matéria publicada pela revista IstoÉ na edição deste final de semana. De acordo com a revista, o deputado será investigado por, supostamente, ajudar a governadora a obter recursos ilegais para a campanha de 2006 em troca de cargo no Detran.

Agência Estado |

O advogado de Germano, José Antônio Paganella Boschi, qualificou a matéria da "IstoÉ" "inverídica e irresponsável" e anunciou que vai processar a revista. O advogado de Yeda, Fábio Medina Osório, disse que referências caluniosas à sua cliente fazem parte de armações de adversários, entre os quais o vice-governador Paulo Afonso Feijó.

A revista publicou, com base em documentos aos quais teve acesso, que um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do Ministério Público Federal (MPF) investiga se o deputado teria ajudado a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), a obter recursos ilegais durante e depois da campanha eleitoral de 2006 em troca do direito de nomear o diretor do Detran no início de 2007. O acordo permitiria a manutenção do esquema que desviou R$ 44 milhões da autarquia entre 2003 e o final de 2007, quando foi descoberto pela Polícia Federal.

A governadora chegou a ser acusada pelo MPF/RS de participação no esquema Detran, mas foi excluída da ação de improbidade administrativa que tramita na Justiça Federal de Santa Maria por decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região tomada no dia 14 de outubro.

Germano e Yeda negam participação em qualquer esquema fraudulento. Nas vezes em que foi questionado sobre a nomeação de diretores do Detran, Germano afirmou que a indicação foi do partido e não dele.

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