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Advogados afirmam que o pai e a madrasta de Isabella devem se entregar nesta quinta

SÃO PAULO - Os advogados do pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Trotta, estiveram no 9º Distrito Policial, no Carandiru, zona Norte de São Paulo, nesta quinta-feira. Os advogados Ricardo Martins de São José Filho e Jairo Neves de Souza afirmaram que o casal deve se entregar ainda nesta quinta-feira. Isabella morreu no final de semana após cair do 6º andar de um prédio na zona norte de São Paulo. Ontem, a Justiça decretou a http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/03/policia_procura_pai_e_madrasta_de_isabella_1255988.htmlprisão temporária do casal.

Gregório Russo e Luciana Fracchetta, do US |

Segundo Jairo, o pai e a madrasta de Isabella "vão se entregar". "Só estamos aguardando mais uns detalhes", disse. Mais cedo, ele havia dito que "posteriormente, vamos entrar com o pedido de habeas-corpus".

A prisão temporária foi decretada para que o casal não prejudique as investigações, que prosseguem tanto na área da polícia científica quanto na busca de novas pistas no prédio onde ocorreu a morte da menina.

Na quarta-feira pela manhã, a mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, prestou depoimento de 2h15 no 9º Distrito Policial, no Carandiru. Após o depoimento da mãe e dos avós maternos da criança, o juiz Mauricio Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça de São Paulo, decretou o pedido de prisão preventiva do casal. O juiz decretou também sigilo absoluto do caso.

Nova perícia

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) voltaram na noite de quarta-feira ao Edifício Residencial London, na Vila Mazzei, zona norte, em busca de mais provas que ajudem a esclarecer a morte de Isabella.

Reprodução
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Delegado pediu a prisão do casal após mãe depor
Ao chegarem, às 19h40, os investigadores foram diretamente para a garagem do prédio, onde estava estacionado o Ford Ka de Alexandre Nardoni e Anna Carolina. O veículo foi utilizado pelo casal e os dois filhos, Pietro e Cauã, além de Isabella, momentos antes do ocorrido no sábado à noite.

Com a ajuda de reagentes químicos e uma luz especial - chamado de luminol - procuraram vestígios de sangue no veículo. Em seguida, a equipe do IC subiu até o apartamento 62 e por mais de duas horas fotografou, mediu e inspecionou cada centímetro da janela do quarto onde Isabella caiu. Também foi aplicado luminol em outras dependências do apartamento.

O sargento da Polícia Militar Luiz Carvalho, um dos primeiros a chegar ao local do crime, conversou com a imprensa e contou que quando chegou no prédio a garota ainda estava viva. Ela estava deitada de bruços na grama, tinha um pouco de saliva na boca e mexeu a pálpebra algumas vezes.

Segundo ele, o pai falou que viu uma pessoa dentro do apartamento arremessando o corpo da filha. Ele disse também que o pai estava muito nervoso e aflito e que não chegou a ver o rosto da madrasta.

Os peritos utilizaram um boneco do tamanho de uma criança para indicar o exato local em que Isabella foi encontrada ao cair do prédio, ao lado de uma palmeira, num gramado, na frente da guarita do porteiro.

Polícia realiza perícia no edifício; assista ao vídeo

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

A polícia afirmou que vai aguardar os laudos dos exames periciais, que ficarão prontos em cerca de 30 dias, para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado vinha afirmando que Nardoni e Anna Carolina não eram suspeitos. A reconstituição do caso não tem data confirmada, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.

(Com informações da Agência Estado)

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