Advogado refuta ação contra Valério e acusados em MG

O advogado Marcelo Leonardo, que representa Marcos Valério, questionou hoje a competência da Justiça Estadual para a abertura do processo penal e afirmou que os fatos apontados no inquérito serão fatalmente atingidos pela prescrição.

Agência Estado |

De acordo com Leonardo, "a ação penal será apenas uma atividade do Judiciário inútil".

"Houve uma preocupação de dar satisfação num processo do, abre aspas, mensalão do PSDB, para poder dizer que tem um do PSDB, tem um do PT e agora tem um do DEM. Na verdade, é só para ter utilidade política, porque utilidade jurídica esse processo aí não vai ter nenhuma", disse.

"Todos os fatos se referem a 1998. Nós estamos em 2010, eles fatalmente serão atingidos pela prescrição e essa ação penal será apenas uma atividade do Judiciário inútil".

Leonardo argumenta que a Justiça Estadual é incompetente pelo fato de outros dois processos originários do inquérito 2.280 estarem tramitando na Justiça Federal em Belo Horizonte, entre eles uma ação que corre na 4ª Vara Criminal, na qual são réus Valério, seus ex-sócios e 24 dirigentes e ex-dirigentes do Banco Rural. "Essa decisão aí foi proferida por autoridade judiciária incompetente", afirmou.

Representante de Cláudio Mourão, o advogado Antonio Velloso Neto, se disse surpreso com o recebimento da denúncia e também afirmou que considera a competência deveria ser da Justiça Federal.

Arnaldo Malheiros Filho, que representa Walfrido dos Mares Guia, disse que não teve acesso à decisão, mas negou qualquer responsabilidade de seu cliente no suposto esquema. "O Walfrido dos Mares Guia é um 'Pilatos no Credo' (expressão que significa não ter nenhuma responsabilidade em uma questão) e isso vai ser demonstrado durante o processo".

O advogado Hermes Guerrero, que representa Ramon Hollerbach e Renato Caporali Cordeiro, afirmou que considera "boa" a situação jurídica dos seus clientes. Celso Sanchez Vilárdi, advogado de Clésio Andrade, disse que só irá se manifestar depois de ter acesso à decisão.

Castelar Guimarães, que representa Cristiano Paz e Lauro Wilson Filho, foi procurado, mas até o fim da tarde não havia retornado. O jornal O Estado de S. Paulo não conseguiu contato com os outros réus ou seus representantes.

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