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Advogado leva à polícia roupas que Isabella usou no dia em que caiu do prédio

SÃO PAULO - O advogado Ricardo Martins, que defende o casal Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, levou nesta segunda-feira à polícia roupas usadas por elas no dia da morte da menor. Foram levadas uma camiseta verde e outra vermelha, ambas de manga comprida, que pertencem a Anna Carolina, além de uma bata de Isabella, que ela usava nas http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/08/video_imagens_mostram_isabella_em_mercado_com_a_familia_1261940.html target=_topimagens captadas pelas câmeras de um supermercado onde a família havia feito compras no mesmo dia.

Redação com Agência Estado |


Segundo Martins, essas são as últimas peças que ainda não haviam sido entregues. "Todas as roupas do Alexandre já foram entregues", disse.

Indagado sobre o tempo que demorou para a polícia ter acesso às roupas, já que a menina morreu no dia 29, o advogado se limitou a responder que as peças não foram entregues antes "porque não haviam sido solicitadas".

Ele não disse se as roupas foram lavadas e explicou que a de Isabella era diferente daquela que a menina usava quando caiu do sexto andar do apartamento em que moravam o pai e a madrasta porque ela havia trocado de roupa.

Segundo Martins, ela trocou a vestimenta porque havia derrubado refrigerante. O advogado informou ainda que Alexandre e Anna Carolina já retornaram para a casa de Antonio Nardoni, pai de Alexandre.

Mérito do habeas-corpus

Nesta segunda, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que deve julgar no próximo dia 22 o mérito do habeas-corpus concedido ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni.

Na sexta-feira, o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Caio Eduardo Canguçu de Almeida, concedeu a liberdade ao pai e à madrasta de Isabella em caráter liminar. O mérito será julgado por Canguçu e mais dois desembargadores.

Isabella, de 5 anos, morreu no dia 29 de março, após cair do 6º andar do prédio onde o pai mora com a mulher e os dois filhos do casal. A Justiça decretou a prisão temporária de Alexandre e Anna Carolina em 2 de abril e o casal se apresentou à polícia no dia seguinte.

Saída da prisão

AE
Anna Carolina deixou o 89º Distrito Policial (DP), localizado no Portal do Morumbi, na zona sul de São Paulo, por volta das 15h30 de sexta-feira. Ela estava presa desde a última quinta-feira, dia 3, por suspeita de envolvimento na morte de Isabella.

A saída de Anna Carolina foi marcada por protestos de um pequeno grupo que estava em frente à delegacia. Logo depois foi encaminhada ao IML para fazer exame de corpo de delito.

Segundo informações da polícia, Anna Carolina soube da decisão da Justiça pela televisão ainda quando estava na cela. Ela teria chorado muito.

Também sob protestos e muita confusão, Alexandre Nardoni, de 29 anos, pai de Isabella e que estava detido no 77º Distrito Policial (DP), localizado no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, foi solto por volta das 14h35 do mesmo dia ( leia mais aqui ). 

Para TJ, pai e madrasta não atrapalham investigação. O desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, argumentou em sua decisão que Alexandre e Anna Carolina não deram nenhuma prova de que possam comprometer, dificultar ou impedir a apuração das investigações, no despacho em que deferiu o pedido de habeas-corpus do casal.

Em sua decisão, o desembargador aponta ainda que o fato de Alexandre e Anna Jatobá terem se apresentado espontaneamente pesou em favor da decisão.

No despacho, Almeida aponta que a prisão temporária é uma medida excepcional, "tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei, imperiosa à apuração da autoria do fato criminoso e à produção de provas que se tornariam inviáveis com os investigados em liberdade".

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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Opinião

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