Advogado encontrado morto com filho deixou uma carta, diz polícia

SÃO PAULO ¿ A polícia encontrou, nesta quinta-feira, uma carta deixada pelo advogado e professor da Universidade de São Paulo, Renato Ventura Ribeiro, de 39 anos, que foi encontrado morto ao lado do filho, Luís Renato, de 5 anos, na quarta-feira. A polícia não pode informar o conteúdo do documento, mas revelou a presença de frases depressivas. As investigações apuram se o pai matou o menino com um tiro na nuca e cometeu suicídio por estar inconformado com a perda da guarda da criança.

Redação |

A tragédia aconteceu no feriado prolongado de Tiradentes, no apartamento 126 da Avenida Senador Casemiro da Rocha, 1.257, na Vila Clementino. Os corpos só foram encontrados na quarta-feira.

A Polícia Civil não sabe definir exatamente quando ocorreu o crime, mas apurou que a mãe da criança, Fabiane Hungaro Menina, de 37 anos, entregou o filho ao pai na sexta-feira à tarde.

Ele deveria ficar com a criança só até domingo. Como não apareceu, Fabiane prestou queixa no 16º DP (Vila Clementino) no domingo e na segunda-feira. Foi registrado um boletim de ocorrência por "subtração de incapaz", segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Como a criança não apareceu até a quarta-feira, a advogada recorreu à Delegacia de Defesa da Mulher, onde foi instaurado um inquérito sobre o caso e solicitadas fotos do pai e da criança.

Luís Renato foi fruto de um relacionamento de seis meses do casal. O pai sempre quis a guarda do filho e, por isso, entrou com ação na Justiça.

Segundo o titular do 16º DP, Virgílio Guerreiro Neto, a sentença saiu há dez dias e foi favorável à mãe. Ribeiro não gostou, chegou a dizer que iria viajar e desaparecer com Luís Renato. Por decisão judicial, só podia ficar com o filho de 15 em 15 dias.

Ribeiro era advogado tributarista e dava aulas de Direito Comercial na Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo. Também lecionava na São Judas. Tinha quatro livros editados, incluindo Lei Eleitoral Comentada. Em nota, divulgada por meio de assessoria, a Universidade São Judas lamentou o caso.

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