O advogado do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, Nélio Machado, reagiu nesta noite às declarações de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais, à CPI da Corrupção na Câmara Legislativa. Não têm valor algum, disse.

"O MPF, em vez de acreditar nele, deveria persegui-lo. Ele fala em rolo compressor, isso é retórica. Rolo compressor é contra ele", disse.

Na primeira aparição pública desde a revelação do "Mensalão do DEM", o delator do esquema mandou recados para os políticos e empresários de Brasília. Durval afirmou que resolveu denunciar o esquema porque "não aguentava mais os achaques" do governador cassado e do ex-vice-governador Paulo Octávio, que renunciou ao cargo após o escândalo. Durval avisou, em tom de ameaça, a todos os envolvidos: "Se contrariei algum interesse específico, não tenho culpa. O rolo compressor vem aí, nem começou. Quem tiver sua culpa que assuma, pois muita coisa vai acontecer".

Durval ratificou os 40 depoimentos dados até agora à Polícia Federal e ao Ministério Público como réu colaborador do inquérito conduzido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas ele se recusou a responder às perguntas dos deputados. Logo após os recados iniciais, usou o direito de ficar em silêncio, assegurado por habeas-corpus da Justiça e questionou a legitimidade da Câmara para comandar a CPI, uma vez que vários dos seus membros são acusados de recebimento de propina. "Só presto depoimento para entidades sérias e nas quais confio", afirmou.

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