Advogado de vidente em caso Villela estuda processar Estado

Ele alega que Rosa Maria Jaques, acusada pela polícia de atrapalhar investigações, sofreu danos morais e materiais

Fred Raposo, iG Brasília |

O advogado Marcelo Coelho Silva, que defende a vidente Rosa Maria Jaques no caso do triplo homicídio da 113 Sul, disse esta terça-feira que estuda processar o Estado por danos morais e materiais. Ele afirma que Rosa, presa por supostamente atrapalhar as investigações policiais, não retomou o trabalho desde que saiu da prisão, há duas semanas.

“Não descartamos a possibilidade de entrar com ações contra o Estado ou mesmo pessoas físicas que tenham tentado prejudicá-la”, afirma o advogado. “A Rosa teve um baque e ainda não retomou os atendimentos ou a participação em eventos, o que deve acontecer em breve”.

Coelho chega esta quarta-feira em Brasília. Ele diz que tentará reaver documentos, uma agenda e um notebook apreendidos na casa de Rosa, em Porto Alegre, no último dia 17. A vidente foi presa no mesmo dia, junto com outras quatro pessoas.

Rosa e o marido, João Tocchetto, são investigados por fraude processual e denunciação caluniosa. Ela teria mentido sobre a existência de uma chave do apartamento dos Villela em um imóvel em Vicente Pires, que resultou na prisão de três homens. A polícia descobriu, no entanto, que o objeto havia sido plantado no local.

Rosa foi solta no último dia 25, após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) conceder, liminarmente, o habeas corpus para a vidente. Coelho espera que o mérito do caso seja julgado pelo tribunal esta quinta-feira. “A polícia trabalhou com indícios que não viraram provas”, defende o advogado.

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