Advogado de Polanski sugere que cineasta se explique nos EUA

PARIS ¿ O diretor Roman Polanski deve ir aos Estados Unidos para explicar-se na Justiça e evitar permanecer detido durante todo o processo de extradição que pode durar meses, declarou nesta quarta-feira (21) seu advogado, Georges Kiejman, à emissora Europe 1.

EFE |

Getty Images

O diretor Roman Polanski

"Se este processo se arrastar por muito tempo, não é impossível que Roman Polanski decida explicar-se nos Estados Unidos", afirmou Kiejman, advogado e amigo do cineasta.

Polanski está detido na Suíça desde 26 de setembro por causa de uma ordem de extradição dos Estados Unidos em um processo por ter mantido relações sexuais com uma adolescente em 1977.

O cineasta, de 76 anos, tem remorsos, sem dúvida, assinalou Kiejman, que reconhece que existe a possibilidade que o diretor seja extraditado para os EUA.

Depois que a Justiça determinou que o diretor de "O Pianista" deveria permanecer detido pelo risco de fuga, seu advogado insistiu que Polanski é tudo menos um homem perigoso e o descreveu como um ser sensível, generoso e bom marido.

"O momento da emoção passou, todo mundo compreende que é preciso resolver este caso", indicou Kiejman, quem citou a "admirável carta da vítima, escrita há dez anos".

Nela, Samantha Geimer "dizia que um processo público seria mais prejudicial para ela do que para Roman (Polanski), a quem perdoou e que deveria ganhar a liberdade", lembrou o advogado.

Isolado do mundo, em seu regime de detenção Polanski tem direito a três chamadas telefônicas por dia e utiliza o tempo para refletir sobre o filme "The Ghost", que estava rodando, acrescentou Kiejman.

Leia mais sobre: Roman Polanski

    Leia tudo sobre: roman polanski

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG