SÃO PAULO - O advogado de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Marco Polo Levorin, entrou com pedido de habeas-corpus na tarde desta segunda-feira. O pedido deverá ser julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a partir desta terça-feira.

Mais cedo, o advogado de Alexandre, Ricardo Martins, afirmou que as roupas encontradas no apartamento de Cristiane Nardoni, uma das irmãs de Alexandre, são de prestadores de serviço e não do pai de Isabella. O imóvel de Cristiane fica no mesmo prédio em que ocorreu o crime.

As roupas, uma camisa e uma camiseta, teriam sido encontradas com manchas de sangue no apartamento da irmã. A polícia investiga se Alexandre as usou na noite do crime.

Segundo Rogério Neres de Souza , outro advogado de Alexandre, ainda não foi confirmado que as manchas na roupa são realmente de sangue. "Não sabemos de nada sobre sangue, ainda aguardamos resultado do laudo pericial. Nem mesmo a polícia pode informar se havia sangue no momento", afirmou

Cristiane afirmou em entrevista ao "Jornal Hoje" que seu apartamento passava por obras e os prestadores de serviço deixavam suas roupas no local. Segundo ela, seu irmão não tem as chaves do imóvel e ele não teria passado no apartamento já que tomou banho na casa dos pais naquele dia.

Os laudos do exame de DNA do sangue que teria sido encontrado nas roupas devem ser divulgados ainda esta semana.

Mudança de cela

A delegada titular do 89º Distrito Policial, Silvana Françolin, admitiu hoje a possibilidade de a madrasta da menina Isabella Nardoni, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, ser transferida para uma cela compartilhada com outras presas, caso não seja concedido o pedido de habeas-corpus que deverá ser feito hoje.

Avô defende

O advogado Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni, afirmou em entrevista ao "Fantástico", da Rede Globo, que acredita na inocência do filho e da madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Jatobá. Tenho certeza que vamos comprovar a inocência dos dois. De acordo com Antônio Nardoni, sempre houve uma relação boa entre a mãe de Isabella e a madrasta. O pai ainda diz que acredita da versão do filho sobre o que possa ter acontecido na noite de 29 de março. Durante a reforma do apartamento nós vimos que é possível que alguém tenha entrado lá. A possibilidade de alguém ter entrado existe.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

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