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Advogado de Nardoni se diz confiante em decisão sobre habeas-corpus

SÃO PAULO - O advogado Rogério Neres de Sousa, que defende o casal Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá, disse na tarde desta quarta-feira que a defesa está confiante quanto ao pedido de habeas-corpus protocolado na segunda-feira para a soltura dos dois suspeitos da morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos.

Redação com Agência Estado |


"Estamos confiantes, a expectativa é boa e agora vamos aguardar a decisão do TJ (Tribunal de Justiça)", afirmou, ao deixar o 9º Distrito Policia (DP), na zona norte de São Paulo.

O advogado não confirmou quando uma lista com nomes de possíveis desafetos feita por Alexandre, pai de Isabella, será entregue à polícia. "Será apresentada em um momento oportuno", disse o advogado. Ele afirmou ainda que esteve na delegacia apenas para tirar cópia do inquérito.

"Mais perto da verdade"

A delegada-assistente do 9º Distrito Policial da capital, Renata Pontes, afirmou nesta quarta-feira que a polícia concluiu mais da metade do inquérito. "As investigações estão avançadas referente à dinâmica, ferimento, tudo que foi feito lá dentro até o óbito. A polícia está chegando mais próximo da verdade", disse.

De acordo com a delegada, já foram realizadas diversas perícias no apartamento do casal Alexandre Nardoni, 29 anos, e Anna Carolina Trotta Jatobá, 24 anos, e no gramado onde Isabella caiu. "As perícias foram realizadas porque sempre precisamos de novos dados para esclarecer as dúvidas que vão surgindo", explicou.

Os laudos do Instituto de criminalística (IC) devem ser entregues na semana que vem. Até o momento, a polícia já ouviu 36 pessoas, entre familiares, moradores do prédio, vizinhos e demais envolvidos no caso. 

Manchas de sangue

Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) ainda não concluíram a análise das manchas menores encontradas no carro do pai de Isabella, Alexandre Nardoni. Como esses vestígios, chamados pelos técnicos de substância hematóide, são pequenos, os peritos decidiram não fazer o exame de constatação de sangue, pois não sobraria material para a realização do exame de DNA. Eles decidiram partir direto para a análise de DNA.

Na tarde de terça-feira, os peritos estiveram no apartamento do casal. Ao mesmo tempo, outros técnicos começaram o seqüenciamento do DNA de Isabella - a amostra de sangue da menina chegou na segunda-feira ao instituto. Os peritos mantêm uma postura de cautela em relação aos exames. "Não temos nada concluído e só vamos nos manifestar depois da conclusão de todos os laudos", afirmou o superintendente de Polícia Científica, Celso Perioli.

Os técnicos constataram ainda por meio de um exame de contrastes de imagens que alguém pisou no lençol da cama do quarto em que a menina teria sido atirada. Há no pano a marca da ponta de um solado, aparentemente de sapato. Quem pisou no lençol não apoiou seu calcanhar no tecido, deixando uma pegada incompleta.

As marcas, porém, diferem do calçado que Nardoni usava no dia do crime. Imagens do supermercado Sam's Club, horas antes da morte de Isabella, e da saída do Edifício London, logo após o crime, mostram Alexandre com um chinelo.

Os peritos do IC recolheram pares de sapato de Alexandre e Anna Carolina para comparar com a pegada deixada no lençol. A sola do chinelo de Alexandre também deve ser comparado. Para os peritos, o resultado sobre a presença da pegada é apenas um dado a mais na investigação. As informações são do "Jornal da Tarde".

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira que eram divorciados. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou, desde o princípio, a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

(*com informações da Agência Estado)

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