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Advogado de fazendeiro do Pará diz que ata do Incra é uma fraude

Belém (PA) - O advogado do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, Jânio Siqueira, disse hoje (12) que as religiosas da Congregação Notredame, que atuam no município de Anapu (PA), estão querendo ¿criar um fato novo¿ contra seu cliente. Ele classificou ainda como uma fraude a ata do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na qual consta que Regivaldo se diz dono do lote 55, onde a missionária Dorothy Stang foi assassinada, em 2005.

Agência Brasil |

A ata do Incra é uma fraude e não consta a assinatura do Regivaldo, afirmou Siqueira à Agência Brasil. Ele esteve na reunião, mas o documento não representa a verdade, completou.

O advogado disse que Taradão, como o fazendeiro Regivaldo é conhecido na região, não está se contradizendo e apresentou documentos que comprovariam a venda e a posterior revenda do lote 55. Com isso, ele sustentou a tese de que Regivaldo não seria dono do lote 55 quando a missionária americana foi assassinada. Argumentação que seu cliente sempre usou perante à Polícia Federal e à Justiça para se distanciar das acusações de ser o mandante do crime.

Siqueira mostrou um contrato de venda, datado de 5 de abril de 2004, um ano antes da morte de Dorothy, no qual Regivaldo vende os três mil hectares do lote 55 a Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, por R$ 1,6 milhão.

O Bida pagou à vista R$ 80 mil, mais R$ 450 mil, em forma de uma fazenda, além de 22 mil arrobas de carne de boi gordo, disse Siqueira, ao explicar a forma de pagamento constante no contrato.

Em junho deste ano, no entanto, Bida teria vendido a terra para Taradão, alegando que não pôde usufruir da área, pois a Justiça decretou que ela percente à União.

Depois da absolvição, Bida procurou Regivaldo para desfazer a venda, alegando que não pode usufruir [da área]. Então, Regivaldo devolveu a fazenda que havia recebido e pagou outros R$ 183 mil em gado, afirmou Siqueira.

Em relação à ida de seu cliente ao Incra no último dia 28, Siquiera afirmou que Taradão estaria atendendo a pedido de assentados, que o teriam procurado para tentar um acordo para não serem retirados da área.

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