Advogado da MMX nega acesso antecipado aos autos

O advogado da mineradora MMX, Celso Vilardi, negou hoje que tenha acessado os autos da investigação da Polícia Federal do Amapá dois dias antes de a operação Toque de Midas ter sido deflagrada - como afirmou hoje o superintendente da PF do Amapá, Anderson Fontel. Vilardi afirma que só teve acesso aos autos no próprio dia 11, quando a diligência já estava sendo realizada no Pará, no Amapá e no Rio, onde a sede da MMX e a residência de Eike Batista foram vasculhadas.

Agência Estado |

Vilardi diz que soube de uma eventual investigação sobre a MMX porque um agente da PF que dá aulas de Direito em uma faculdade de Macapá soltou a informação em plena sala de aula.

"O prejuízo já aconteceu. Tive acesso aos autos e neles não há nenhuma prova de que houve fraude na licitação", afirma o advogado da MMX. Vilardi conta que soube que o agente da PF falou sobre uma eventual operação contra a MMX por meio de uma aluna que testemunhou a informação e é casada com uma executivo da MMX.

O advogado relata que sua primeira tentativa de acessar o inquérito ocorreu em 1º de julho na Justiça Federal do Amapá e na própria PF, que negaram o acesso. Depois disso, Vilardi conta que ajuizou um habeas-corpus no Tribunal Regional Federal de Brasília com o argumento de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia consolidado entendimento no qual não existe investigação sigilosa.
Vilardi conta que o argumento foi aceito pelo TRF. Mesmo assim, diz ele, a PF do Amapá teria resistido a fornecer os dados da investigação sob a alegação de que os nomes das pessoas que poderiam ser alvo da investigação não estavam no sistema da PF.

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