Advogado da creche diz que morte de bebê não será novo caso Escola Base

SÃO PAULO - Roberto Rinaldi, advogado da escola Pedacinho da Lua, diz que morte do menino Gabriel foi uma fatalidade e que o episódio não terá o mesmo desfecho que o caso Escola Base. Dessa vez haverá justiça, endossa. Gabriel Santos Ribeira, de 7 meses, morreu de parada cardiorrespiratória na última sexta-feira (25) em uma creche na Vila Gustavo, zona Norte da capital. Os pais da criança alegam que a morte foi causada por negligência da instituição.

Lívia Machado, do Último Segundo |

Mario Ângelo/ AE
Bebê morreu aos sete meses
Rinaldi rebateu às acusações que o pai da criança, Julio Cezar Ribeiro, declarou nesta terça-feira, em depoimento ao delgado Sergio Alves, na 90°delegacia de Policia de São Paulo. O advogado tomou posse da ficha médica do bebe e afirma que não há nenhum relato de doença ou qualquer necessidade de cuidados médicos específicos.

"Não há dados pertinentes à algum tipo de doença ou informação sobre o refluxo que o bebê possuía; nesses pontos, a ficha não foi nem preenchida, está em branco", ressalta.

O advogado também afirma que não houve manifestação verbal por parte dos pais, informando ao menos um funcionário da creche sobre os problemas de saúde de Gabriel.

Segundo ele, todas as pessoas que trabalham na creche têm conhecimentos básicos de primeiros-socorros. Além disso, no dia 26 de julho, a instituição foi submetida a uma inspeção e nenhuma irregularidade foi registrada.

De acordo com informações do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), é necessário que as instituições tenham no mínimo um funcionário para cada cinco crianças. Rinaldi aponta que a creche Pedacinho da Lua possui apenas cinco berços e duas pessoas são responsáveis pelos bebes. Na sexta-feira, dia em que Gabriel faleceu, as funcionárias cuidavam de apenas três crianças.

"O caso foi uma fatalidade, a escola não pode ser culpada; ela está funcionando desde 1999 e os pais adoram", defende.

A causa-morte da criança só deve ser revelada em 30 dias, data prevista para publicação do laudo médico. Nesta quarta-feira (30), às 10h30 da manhã, todos os funcionários da escola e a dona da instituição irão prestar depoimento à Polícia.


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