Advogada reage e mata dois assaltantes no Maranhão

Dois assaltantes foram mortos hoje pela manhã por uma advogada em uma tentativa de assalto a uma joalheria no Centro Histórico de São Luís (MA). A advogada, filha da proprietária da loja e cujo nome não foi revelado pela Polícia Civil, reagiu a um tiro dado por um dos assaltantes e está foragida.

Agência Estado |

Ela deve se entregar à polícia amanhã. O delegado que está respondendo pelo caso entendeu que ela agiu em legítima defesa.

Por volta das 10 horas, Gedeon Alves dos Santos, de 22 anos, e Silvam Rubens dos Santos, 23, chegaram em uma motocicleta, armados com um revolver calibre 38 e uma pistola 380 mm e anunciaram o assalto. Havia quatro pessoas na loja: duas vendedoras, identificadas como Francisca Ferreira e Isamara Rocha; uma cliente, identificada como Natália Nascimento e a mais a advogada.

No momento em que eles anunciaram o assalto, a cliente reconheceu um dos assaltantes porque já teria sido vítima de um outro roubo praticado pela dupla. Percebendo o nervosismo de Natália, um dos assaltantes resolveu dar um tiro em sua coxa esquerda. A advogada, que tinha uma arma guardada em uma gaveta da loja, revidou e disparou dois tiros contra os assaltantes. Os dois homens morreram no local. Já Natália Nascimento foi internada em um hospital de São Luís e passa bem.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de São Luís, Rodson Almeida, responsável pelo caso, não há intenção de prender a advogada pela morte destes dois homens. Segundo ele, a advogada apenas exerceu o direito da legítima defesa. "O primeiro disparo foi do bandido e ela apenas revidou. Se alguém atenta contra a sua vida, você tem o direito à defesa. E foi o que aconteceu", afirmou o delegado.

"Se não encontrarmos fatos que mudem o nosso entendimento inicial de que esse foi um caso de legítima defesa, a tendência é que esse caso será arquivado. Mas isso somente poderá ser feito mediante a apuração de informações, de depoimentos e de análise dos laudos do Icrim (Instituto de Criminalística) sobre esse caso", disse Almeida. Os laudos do Icrim devem ficar prontos em até 15 dias. O inquérito tem 30 dias para ser concluído.

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