Advogada ligada ao PCC é presa em Sumaré

A advogada Adriana Telini Pedro, de 37 anos, foi presa hoje, em Sumaré, na região de Campinas, por uso de documentos falsos. Ela, que usava o nome de Zenilda Neves de Morais, estava foragida há mais de um ano, após mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Franca, na região de Ribeirão Preto.

Agência Estado |

A advogada foi indiciada por tentativa de latrocínio e formação de quadrilha depois de um roubo de joias (avaliadas em cerca de R$ 120 mil) em janeiro de 2008. Adriana é também investigada há quatro anos por associação ao tráfico e ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O advogado de Adriana, Rui Engracia Garcia, disse que nos próximos dias irá encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que sua cliente tenha prisão domiciliar ou numa sala do Estado Maior (presídios de Forças Armadas). "É uma reclamação constitucional, pois isso está previsto no estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)", disse Garcia. Depois, ele deve entrar com pedido de habeas-corpus para Adriana. "Ela não foi condenada em nenhum dos três processos", comenta o advogado.

A Polícia Civil de Franca investigava o paradeiro da advogada, que foi suspensa pela OAB, desde março do ano passado, quando saiu o mandado de prisão. Adriana tinha atraído um comerciante de joias ao seu escritório, em Franca, com ajuda de três comparsas, incluindo o noivo, Luciano dos Santos Gonçalves, que está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba. Mesmo foragida, ela teria visitado Gonçalves usando o documento falso. Em 2005 escutas telefônicas autorizadas pela Justiça levaram a polícia a descobrir que a advogada passava informações de seus clientes a criminosos ligados ao PCC para assaltos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG