Adolfo Lutz sequencia H1N1 e detecta diferença de vírus dos EUA

SÃO PAULO (Reuters) - Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz em São Paulo anunciaram, nesta terça-feira, o sequenciamento integral de uma variedade do vírus da nova gripe H1N1 e detectaram mutações de pequeno porte em relação à primeira cepa do vírus identificada na Califórnia (EUA). A nova variedade, denominada influenza A/São Paulo/H1N1, não apresentou capacidade de infecção maior que o tipo identificado no Estado norte-americano, segundo os pesquisadores.

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"O sequenciamento não identificou nenhuma mutação que implique numa maior virulência", disse a jornalistas a coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde de São Paulo, Clélia Aranda. Ela afirmou que as vacinas que estão sendo desenvolvidas devem ser eficazes para os pacientes infectados com essa variedade do vírus.

Segundo os pesquisadores, detectou-se no sequenciamento do vírus uma diferença numa proteína chamada hemaglutinina, responsável pela capacidade de infecção do vírus, mas sem indicar diferença na agressividade do tipo detectado em São Paulo.

A amostra sequenciada foi obtida do primeiro paciente que teve a infecção diagnosticada no Estado, onde até agora 27 casos foram confirmados.

Segundo o Instituto Adolfo Lutz, estão sendo feitas tentativas de isolar e sequenciar todas as outras 26 amostras dos casos confirmados no Estado para seguir monitorando as mutações do vírus.

O último balanço do Ministério da Saúde sobre a doença, divulgado na segunda-feira, mostrou um total de 74 casos confirmados da doença, conhecida inicialmente como gripe suína.

Segundo o balanço, os Estados com casos confirmados da doença até o momento são: São Paulo (27 casos), Santa Catarina (17), Rio de Janeiro (10), Minas Gerais (9), Tocantins (4), Distrito Federal (3), Mato Grosso (2), Bahia (1) e Rio Grande do Sul (1).

A nova gripe já afetou mais de 37 mil pessoas no mundo, causando ao menos 165 mortes, segundo os últimos registros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na semana passada, a OMS declarou a primeira pandemia de gripe desde 1968, ao aumentar o nível de alerta para a fase 6, o que implica que a doença está se propagando geograficamente, embora não necessariamente reflita sua virulência.

(Por Eduardo Simões; Edição de Maria Pia Palermo e )

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