Os depoimentos do coronel da Polícia Militar (PM) Wilson Consani Júnior e do empresário Boris Timoner, ligado às Lojas Marisa, acusados na operação Santa Tereza, que desmontou suposto desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram adiados para amanhã. A solicitação foi feita pela defesa de Timoner.

O empresário não compareceu à 2ª Vara da Justiça Federal e seus advogados alegaram haver informações distribuídas à imprensa que não foram incluídas nos autos.

O coronel Consani disse aos jornalistas ter documentos que explicam as razões pelas quais telefonou ao deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, o avisando sobre a operação Santa Tereza. Perguntado sobre como soube que a Polícia Federal (PF) iria deflagrar a operação, respondeu que "muita gente já sabia".

Sobre a natureza dos documentos que deve apresentar a Justiça, Consani afirmou serem informações que comprovam sua inocência. "A PF já disse que não tenho nenhuma relação com o BNDES, aliás, eu nem sabia que o banco ficava no Rio de Janeiro", disse o coronel da PM.

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