A política técnica do Espírito Santo ainda trabalha para esclarecer o assassinato de Karyna Rondelli, procuradora da prefeitura de Santa Teresa, a 70 quilômetros de Vitória. O corpo dela foi encontrado na sexta-feira passada num matagal de difícil acesso na divisa com o município de São Roque do Canaã.

O cadáver não tem ferimentos de arma de fogo ou perfurações. A divulgação do laudo que apontaria as causas da morte foi adiada hoje porque a polícia ainda busca mais elementos para reconstituir as circunstâncias do crime.

"Provavelmente ela morreu por asfixia. Foi encontrado no corpo um lenço amarrado na altura das vias respiratórias. Vamos realizar exames para diagnosticar a presença de substâncias químicas no lenço", disse o secretário de Segurança do Espírito Santo, Rodney Miranda.

Karina havia desaparecido no último dia 18. Uma amiga, que foi a última a vê-la, foi presa e confessou ter matado a procuradora. A esteticista Atma Erler disse ter cometido o crime sozinha, mas a polícia desconfia que ela possa estar protegendo alguém, já que seus depoimentos apresentam versões contraditórias. Segundo os exames preliminares do Departamento Médico Legal, as roupas íntimas de Karyna estavam rasgadas, o que poderia indicar violência sexual. No entanto, os peritos alertam que será difícil detectar a presença de sêmen, devido ao estágio avançado de decomposição do cadáver. A polícia ainda investiga o namorado de Karyna, Erick, que teve o carro periciado.

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