Acusados de matar milionário da Mega-Sena pegam 18 anos de prisão

RIO DE JANEIRO - Os ex-seguranças do milionário René Senna foram condenados a 18 anos de prisão após 72 horas de julgamento. O ex-PM Anderson Silva de Souza, de 33 anos, e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira, de 42, foram condenados a 15 anos por homicídio e a três anos por furto de dinheiro da vítima no dia do crime.

Agência Estado |

O assassinato ocorreu em 7 de janeiro de 2007. Os dois foram apontados como os executores do crime. Além deles, outras quatro pessoas são acusadas, entre as quais a viúva de René Senna, Adriana Ferreira Almeida, denunciada como mandante do homicídio. Os advogados dos condenados já recorreram da sentença. O julgamento de Adriana ainda não tem data prevista.

Relembre o crime

AE

Adriana, acusada de encomendar a morte do marido

Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, René Senna foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, no município de Rio Bonito. O milionário estava com amigos, quando dois homens chegaram numa motocicleta e dispararam contra ele. A cabeça foi atingida por quatro tiros.

De acordo com a denúncia do MP, Adriana teria oferecido recompensa a cinco pessoas para que planejassem e executassem o crime. Entre os motivos, seria o de que ela sabia que Senna pretendia terminar o relacionamento e excluí-la do testamento.

Por causa da diabetes, René Senna tinha as duas pernas amputadas. Antes de virar milionário, ele vendia doces na beira da estrada. Em 2005, ganhou sozinho o prêmio da Mega-Sena. Casou-se, então, com Adriana, que é ex-cabeleireira e teria passado a cuidar das finanças do casal. Ela o mantinha afastado da família, acusam amigos e parentes.

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