Acusados de fraude em concurso têm prisão decretada

Grupo furtava conteúdo de provas e elaborava gabaritos para os candidatos que chegavam a pagar R$ 80 mil pela fraude

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A 3ª Vara da Justiça Federal de Santos (SP) recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sobre a Operação Tormenta , que investiga uma suposta fraude em um concurso para os cargos de oficial e agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), realizado em 12 de outubro de 2008. Também foi aberto processo contra as 21 pessoas acusadas de terem fraudado o concurso e decretada a prisão preventiva de cinco integrantes da quadrilha que furtava o conteúdo de provas e elaborava gabaritos para os candidatos, que chegavam a pagar R$ 80 mil pela fraude.

Foi decretada a prisão preventiva do advogado Antonio Di Luca, considerado o suposto líder da quadrilha, do jornalista Antonio Carlos Vilela, do comerciante Pedro de Lucca Filho, do advogado Edgard Rikio Suenaga tiveram e dos policiais rodoviários federais Maurício Toshikatsu Iyda e Renato Maia Sciarretta.

A Justiça determinou ainda que a oficial de inteligência da Abin Fernanda Leal Dias Mongon fosse afastada do cargo. Ela é a única pessoa que recebeu o gabarito produzido pela quadrilha e chegou a tomar posse após ser aprovada no concurso da agência de inteligência, em São Paulo. Uma perícia em sua prova constatou que suas respostas tinham muitas semelhanças com as de outros seis candidatos.

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