Acusado por ex-diretor, Tuma diz que fica na corregedoria

BRASÍLIA - O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PRB-SP), responsável por investigar senadores acusados por quebra de decoro, disse nesta terça-feira que não vai deixar seu cargo, apesar das denúncias feitas pelo ex-diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi.

Severino Motta |

    Em entrevista à revista "Época", Zoghbi disse que o ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, comandou, supostamente com a anuência dos Primeiros-Secretários ¿ que durante sua gestão foram Tuma e Efraim Moraes (DEM-PB) ¿ um esquema de corrupção através dos contratos de empresas terceirizadas com o Senado.

    "Não vou sair [da corregedoria], disse Tuma. Eu não devo nada , absolutamente nada, tive uma administração na Primeira-Secretaria a cinco anos. Ela foi correta", explicou.

    Normalmente, quando o corregedor é acusado por desvios, ele deixa o cargo e um substituto assume a vaga. O procedimento está dentro do regimento do Senado e evita que o responsável pelas investigações investigue a si mesmo. Mas, como disse Tuma, o procedimento não vai ser adotado neste caso.

    Sobre o fato da Polícia do Senado ser a responsável pelas investigações tanto contra Zoghbi ¿ que usou uma laranja para supostamente obter propinas de empresas financeiras que operavam com o Senado ¿ quanto contra Agaciel, Tuma disse estar tranquilo.

    Tem pra fazer a apuração porque foi criada para isso. A Polícia não tem outra missão a não ser apurar os fatos internos. Agora ela vai submeter a níveis superiores. Se tiver que fazer uma denuncia ao Ministério Público isso vai ser analisado, alegou.

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