Acusado nega superfaturamento de fazenda da Força

A Justiça Federal de Ourinhos, a 380 km de São Paulo, começou hoje a ouvir os acusados de superfaturar a compra de uma fazenda pela Força Sindical na cidade de Piraju para instalar um assentamento rural com dinheiro do governo federal. O ex-prefeito de Piraju, Maurício de Oliveira Pinterich (PSDB), atual titular da Subprefeitura do Butantã, na capital, foi o primeiro a prestar depoimento e negou o superfaturamento.

Agência Estado |

A fazenda Ceres foi adquirida por R$ 2,3 milhões, mas valia apenas R$ 1,3 milhão quando o negócio foi realizado, em 2001, segundo a denúncia do Ministério Público Federal. Dos 12 acusados, quatro já foram interrogados pelo juiz da 1ª Vara Federal, João Batista Machado. Amanhã está previsto o interrogatório de mais quatro réus, entre eles o lobista João Pedro de Moura, ex-assessor do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

Os réus foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. A denúncia incluiu o presidente da Força Sindical, mas Paulinho foi beneficiado pelo foro privilegiado quando se elegeu deputado federal. O processo contra ele tramita agora no Supremo Tribunal Federal (STF).

Alvo da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que em abril desbaratou um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Moura está preso em São Paulo. O MPF concluiu que o imóvel foi superfaturado em 77%. Laudo recente do perito Paulo Roberto do Amaral concluiu que a fazenda valia 54% menos do que foi pago.

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